Day trade, uma grande roubada

Você escolheria uma “atividade profissional” que tem as estatísticas listadas abaixo?

·         19,4 mil pessoas tentaram segui-la nos anos 2013, 2014 e 2015.

·         94% desse total, ou seja, 18,2 mil pessoas, desistiu no meio do caminho.

·         Entre as 1,2 mil pessoas que não desistiram, apenas 47 ganharam dinheiro; todas as outras perderam.

·         Das 47 pessoas que ganharam dinheiro, 39 auferiram menos do que o salário inicial de um caixa de banco, e o fizeram com muito estresse, ganhando em uns dias e perdendo em outros.

·          As oito pessoas que ganharam mais do que o salário inicial de um caixa de banco tiveram muita volatilidade também.

·         A pessoa que mais ganhou conseguiu em média 310 dólares por dia com desvio padrão do ganho diário igual 2,6 mil dólares.

·         Observando-se a evolução do resultado diário das 1,2 mil pessoas que não desistiram, não se constata nenhuma melhora com o tempo, ou seja, parece que se trata de uma atividade em que não há aprendizado, como tirar par ou ímpar.

 

E aí, você entraria nessa? Imagino que não! Repito: das 19,4 mil pessoas que tentaram fazer essa atividade, apenas oito tiveram um ganho maior do que um caixa de banco em estágio inicial (todas essas oito pessoas com muita volatilidade...). Oito de 19,4 mil correspondem a míseros 0,04%. Parece muitíssimo risco para pouquíssimo retorno, não é? Que atividade é essa? Day trade em mini-índice de Bolsa! Fuja disso!

Todas essas estatísticas podem ser encontradas no artigo

  https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=3423101.


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