Joaquim Levy não é mais presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Depois de o presidente Bolsonaro dizer que Levy estava com a “cabeça a prêmio” – supostamente por ter colocado gente não alinhada no banco – não havia mais clima para sua continuidade. Aparentemente ele também não estava agradando o superministro Paulo Guedes (por outros motivos, como a demora em devolver recursos para o Tesouro Nacional), que pouco fez para defendê-lo.

Foram menos de seis meses. Mas isso é de fato pouco tempo? No gráfico abaixo compilamos o tempo de permanência no cargo dos presidentes do BNDES desde sua fundação em 1952 – quando o banco não tinha o “Social” no nome, chamando-se apenas BNDE. A média à frente do cargo é de pouco mais de 21 meses. O mandato de Levy foi, assim, bem curto. Na verdade, cinco meses é o mínimo observado no histórico de presidentes (no gráfico Levy aparece com cinco meses; mais detalhes ao fim do texto).



Construímos também gráficos similares para outras duas instituições importantes da área econômica do governo federal: o Ministério da Fazenda (que desde o início do governo Bolsonaro foi substituído pelo Ministério da Economia) e o Banco Central. O gráfico para os ministros da Fazenda está abaixo. Selecionamos o período 1951-2018 para que fique compatível com os dados do BNDES do gráfico anterior.



O tempo médio é um pouco mais longo do que o observado para o BNDES, mas não por larga margem – cerca de 22 meses. Joaquim Levy também aparece nessa lista, quando esteve à frente do ministério no segundo mandato do governo Dilma. E aqui novamente apresenta um período relativamente curto, de menos um ano – período no qual desagradou petistas por sua política de ajuste fiscal.

O gráfico a seguir apresenta o histórico de presidentes do Banco Central. Nesse caso, o período de análise é mais curto, iniciando-se em 1965 (ano de fundação da instituição). O tempo médio de permanência é um pouco mais elevado que o do BNDES e da Fazenda – quase 25 meses.



 

Fonte dos dados – Wikipédia

Presidentes do BNDES: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_presidentes_do_Banco_Nacional_de_Desenvolvimento_Econ%C3%B4mico_e_Social

A lista apresenta o mês inicial e o mês final, porém não o dia exato. Então utilizo uma aproximação, subtraindo o mês inicial do mês final para determinar o tempo total no cargo. Se, por exemplo, o mandato começa em janeiro e termina em junho do mesmo ano (como no caso de Levy), considero cinco meses de mandato.

 

Ministros da Fazenda:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_ministros_da_Fazenda_do_Brasil

Para manter a comparabilidade com os dados de presidentes do BNDES, utilizo informações apenas dos meses de início e fim do mandato. Excluo ministros classificados como interinos.

 

Presidentes do Banco Central:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_presidentes_do_Banco_Central_do_Brasil

Para manter a comparabilidade com os dados de presidentes do BNDES, utilizo informações apenas dos meses de início e fim do mandato.

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Quanto tempo dura um presidente do BNDES? Joaquim Levy saiu cedo? | Gráfico da Semana

Joaquim Levy não é mais presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Depois de o presidente Bolsonaro dizer que Levy estava com a “cabeça a prêmio” – supostamente por ter colocado gente não alinhada no banco – não havia mais clima para sua continuidade. Aparentemente ele também não estava agradando o superministro Paulo Guedes (por outros motivos, como a demora em devolver recursos para o Tesouro Nacional), que pouco fez para defendê-lo. Foram menos de seis meses. Mas isso é de fato pouco tempo? No gráfico abaixo compilamos o tempo de permanência no cargo dos presidentes do BNDES desde sua fundação em 1952 – quando o banco não tinha o “Social” no nome, chamando-se apenas BNDE. A média à frente do cargo é de pouco mais de 21 meses. O mandato de Levy foi, assim, bem curto. Na verdade, cinco meses é o mínimo observado no histórico de presidentes (no gráfico Levy aparece com cinco meses; mais detalhes ao fim do texto). Construímos também gráficos similares para outras duas instituições importantes da área econômica do governo federal: o Ministério da Fazenda (que desde o início do governo Bolsonaro foi substituído pelo Ministério da Economia) e o Banco Central. O gráfico para os ministros da Fazenda está abaixo. Selecionamos o período 1951-2018 para que fique compatível com os dados do BNDES do gráfico anterior. O tempo médio é um pouco mais longo do que o observado para o BNDES, mas não por larga margem – cerca de 22 meses. Joaquim Levy também aparece nessa lista, quando esteve à frente do ministério no segundo mandato do governo Dilma. E aqui novamente apresenta um período relativamente curto, de menos um ano – período no qual desagradou petistas por sua política de ajuste fiscal. O gráfico a seguir apresenta o histórico de presidentes do Banco Central. Nesse caso, o período de análise é mais curto, iniciando-se em 1965 (ano de fundação da instituição). O tempo médio de permanência é um pouco mais elevado que o do BNDES e da Fazenda – quase 25 meses.   Fonte dos dados – Wikipédia Presidentes do BNDES: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_presidentes_do_Banco_Nacional_de_Desenvolvimento_Econ%C3%B4mico_e_Social A lista apresenta o mês inicial e o mês final, porém não o dia exato. Então utilizo uma aproximação, subtraindo o mês inicial do mês final para determinar o tempo total no cargo. Se, por exemplo, o mandato começa em janeiro e termina em junho do mesmo ano (como no caso de Levy), considero cinco meses de mandato.   Ministros da Fazenda: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_ministros_da_Fazenda_do_Brasil Para manter a comparabilidade com os dados de presidentes do BNDES, utilizo informações apenas dos meses de início e fim do mandato. Excluo ministros classificados como interinos.   Presidentes do Banco Central: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_presidentes_do_Banco_Central_do_Brasil Para manter a comparabilidade com os dados de presidentes do BNDES, utilizo informações apenas dos meses de início e fim do mandato. Para ficar por dentro do que rola no Por Quê?, clique aqui e assine a nossa Newsletter.
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