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Que fala desastrosa a do presidente Michel Temer sobre as mulheres na economia. Pelas palavras dele, o lugar delas seria no lar e no supermercado, comparando preços! Nada contra essas tarefas, mas elas não são específicas das mulheres. Não vejo teoria de vantagem comparativa que possa explicar isso... somente machismo cultural mesmo.

Aliás, a vantagem comparativa associada a gênero está desaparecendo. Ela já foi muito concreta, diga-se: uma situação em que o homem das cavernas caça e a mulher cuida da plantação não tem em principio nada de machista. O homem tem vantagem comparativa na força física; portanto, quando esse fator é muito relevante, a especialização por gênero faz sentido. Mas no mundo moderno, ela é bem menos relevante. Diria que na construção civil e nas Forças Armadas ainda há alguma vantagem comparativa para os homens.

As mulheres estão em todos os lugares, lutando por se inserir no mercado de trabalho. Muitas, especialmente em países como Brasil, ainda sofrem discriminação, ainda sofrem violência, ainda sofrem com assédio. Isso precisa mudar mais rápido, estamos falando de metade da população de qualquer país! A pesquisa acadêmica sugere que cotas bem desenhadas podem ajudar a quebrar o círculo vicioso do preconceito. A instituição de cotas para representação política funcionou bem nos vilarejos da Índia.

Leis mais firmes em defesa da mulher e cotas de representação são as medidas que me parecem mais interessantes.

Já reclamar que jogadora de futebol recebe menos que jogador parece-me um equívoco. Enquanto o público curtir mais assistir a jogos de futebol masculino, vai ser assim mesmo. É uma questão de maior demanda pelo produto. Verdade, isso pode ter raízes culturais machistas, mas não posso defender uma política que force as pessoas a irem a estádios ou a assistirem ao campeonato brasileiro feminino aos domingos. Só assim as jogadoras receberiam salários de mercado maiores. Modelos mulheres ganham mais que homens modelos, mas nunca vi ninguém reclamando disso. Nesse caso, parece aceitável existir maior demanda por mulheres nessa área. Por parte das próprias mulheres, muito provavelmente.

Enfim, precisamos por lenha na fogueira feminista – ainda resta muito por fazer. Com ternura e convicção, mas sem perder a racionalidade.

Lugar de mulher é no supermercado comparando preços?

Que fala desastrosa a do presidente Michel Temer sobre as mulheres na economia. Pelas palavras dele, o lugar delas seria no lar e no supermercado, comparando preços! Nada contra essas tarefas, mas elas não são específicas das mulheres. Não vejo teoria de vantagem comparativa que possa explicar isso... somente machismo cultural mesmo. Aliás, a vantagem comparativa associada a gênero está desaparecendo. Ela já foi muito concreta, diga-se: uma situação em que o homem das cavernas caça e a mulher cuida da plantação não tem em principio nada de machista. O homem tem vantagem comparativa na força física; portanto, quando esse fator é muito relevante, a especialização por gênero faz sentido. Mas no mundo moderno, ela é bem menos relevante. Diria que na construção civil e nas Forças Armadas ainda há alguma vantagem comparativa para os homens. As mulheres estão em todos os lugares, lutando por se inserir no mercado de trabalho. Muitas, especialmente em países como Brasil, ainda sofrem discriminação, ainda sofrem violência, ainda sofrem com assédio. Isso precisa mudar mais rápido, estamos falando de metade da população de qualquer país! A pesquisa acadêmica sugere que cotas bem desenhadas podem ajudar a quebrar o círculo vicioso do preconceito. A instituição de cotas para representação política funcionou bem nos vilarejos da Índia. Leis mais firmes em defesa da mulher e cotas de representação são as medidas que me parecem mais interessantes. Já reclamar que jogadora de futebol recebe menos que jogador parece-me um equívoco. Enquanto o público curtir mais assistir a jogos de futebol masculino, vai ser assim mesmo. É uma questão de maior demanda pelo produto. Verdade, isso pode ter raízes culturais machistas, mas não posso defender uma política que force as pessoas a irem a estádios ou a assistirem ao campeonato brasileiro feminino aos domingos. Só assim as jogadoras receberiam salários de mercado maiores. Modelos mulheres ganham mais que homens modelos, mas nunca vi ninguém reclamando disso. Nesse caso, parece aceitável existir maior demanda por mulheres nessa área. Por parte das próprias mulheres, muito provavelmente. Enfim, precisamos por lenha na fogueira feminista – ainda resta muito por fazer. Com ternura e convicção, mas sem perder a racionalidade.
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