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O resultado do PIB, anunciado na quinta-feira da semana passada, acabou enterrado num noticiário cheio de temas mais empolgantes. Mas os números que o IBGE nos serviu são tão bombásticos quanto qualquer outro evento: em 2015, a atividade econômica nacional sofreu contração de 3,8%.

Não víamos isso desde o malfadado Plano Collor. Pensava que não iríamos ver novamente.

O último trimestre do ano que passou foi o quarto seguido com queda do consumo das famílias; e o décimo recuo do investimento em sequência. E os indicadores de curto prazo para o primeiro trimestre de 2016 não têm sido dos melhores.



No momento, o processo político está emperrado. O governo não tem capital político para aprovar medidas necessárias para equilibrar as contas públicas. Como consequência, o Brasil perdeu o grau de investimento, os juros subiram e levaram junto com eles o custo da dívida pública e do financiamento externo de nossas empresas.

O governo hoje gasta mais dinheiro do que recebe e não consegue fazer o ajuste fiscal necessário para sanar o problema. Enquanto isso não for resolvido, o sol continuará atrás de uma nuvem espessa de incertezas.



O empresário adia seus investimentos porque não sabe como essa situação será resolvida:

– Aumento de impostos? Quais impostos?

– Corte de gastos? Quais gastos?

O consumidor, pressionado pela queda de sua renda real, corre atrás da bola de neve das dívidas, transfere as crianças para a escola pública, dirige o carro comprado em 2010 por mais um ano...

O governo, por sua vez, atolado em problemas imediatos, perde a capacidade de planejamento de longo prazo, tão necessária para iniciar projetos de investimento para melhorar nossa infraestrutura.

As coisas não vão melhorar enquanto Brasília estiver paralisada. Que a normalidade volte logo.


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