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evo morales bolivia

Seria Bolívia o jaguar sul-americano? Reportagem da BBC  aponta o país como o que mais cresce na América do Sul. O país está há mais de uma década crescendo a uma média anual de 5%, o que comprovaria as virtudes das políticas de seu presidente, Evo Morales.

A verdade é que a Bolívia se beneficiou de um boom de commodities que lhes permitiu alcançar um PIB per capita de aproximadamente 3 mil dólares, mas ainda é o país mais pobre da América do Sul.

Para manter a economia aquecida apesar da queda do preço de commodities, o governo boliviano recorreu a um plano ambicioso de aumento do investimento público. Até o presente momento, o crescimento boliviano não foi interrompido bruscamente, mas à custa de uma espetacular deterioração das contas públicas e das contas externas.



As contas públicas passaram de um superávit de quase 2,8% do PIB em 2012, para um déficit de 5,6% do PIB em 2016, uma deterioração equivalente a 8,4% do PIB; sua conta corrente externa, uma medida expandida da diferença entre suas exportações e importações, passou de um superávit de 7,2% do PIB em 2012 para um déficit de 5,6% do PIB em 2016, um estrago da ordem de 12,8% do PIB!

A Bolívia pode até manter o crescimento baseado no investimento público por mais alguns poucos anos. Só que a festa vai acabar em ressaca quando a dívida pública explodir ou as reservas do Banco Central se esgotarem (o que deve acontecer antes), trazendo desvalorização cambial, inflação e estagnação.

Devemos dar os parabéns aos bolivianos por terem conseguido manter o boom mais longamente que seus vizinhos, em particular mais que a Venezuela, país muito mais rico e dono de reservas de petróleo e gás muito maiores que a Bolívia.

Na comparação com o Brasil, os bolivianos também aparecem bem. Como eles, tentamos anabolizar a economia via aumento do investimento público. No entanto, como tínhamos uma dívida pública mais alta que a deles, nosso fôlego não durou muito.

 

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Qual o preço do crescimento da Bolívia, o maior da América do Sul?

evo morales bolivia Seria Bolívia o jaguar sul-americano? Reportagem da BBC  aponta o país como o que mais cresce na América do Sul. O país está há mais de uma década crescendo a uma média anual de 5%, o que comprovaria as virtudes das políticas de seu presidente, Evo Morales. A verdade é que a Bolívia se beneficiou de um boom de commodities que lhes permitiu alcançar um PIB per capita de aproximadamente 3 mil dólares, mas ainda é o país mais pobre da América do Sul. Para manter a economia aquecida apesar da queda do preço de commodities, o governo boliviano recorreu a um plano ambicioso de aumento do investimento público. Até o presente momento, o crescimento boliviano não foi interrompido bruscamente, mas à custa de uma espetacular deterioração das contas públicas e das contas externas. As contas públicas passaram de um superávit de quase 2,8% do PIB em 2012, para um déficit de 5,6% do PIB em 2016, uma deterioração equivalente a 8,4% do PIB; sua conta corrente externa, uma medida expandida da diferença entre suas exportações e importações, passou de um superávit de 7,2% do PIB em 2012 para um déficit de 5,6% do PIB em 2016, um estrago da ordem de 12,8% do PIB! A Bolívia pode até manter o crescimento baseado no investimento público por mais alguns poucos anos. Só que a festa vai acabar em ressaca quando a dívida pública explodir ou as reservas do Banco Central se esgotarem (o que deve acontecer antes), trazendo desvalorização cambial, inflação e estagnação. Devemos dar os parabéns aos bolivianos por terem conseguido manter o boom mais longamente que seus vizinhos, em particular mais que a Venezuela, país muito mais rico e dono de reservas de petróleo e gás muito maiores que a Bolívia. Na comparação com o Brasil, os bolivianos também aparecem bem. Como eles, tentamos anabolizar a economia via aumento do investimento público. No entanto, como tínhamos uma dívida pública mais alta que a deles, nosso fôlego não durou muito.   Para ficar por dentro do que rola no Por Quê?, clique aqui e assine a nossa Newsletter.
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