Bolsa Família: 12 porquês para evitar o corte

A proposta de cortar em R$ 10 bilhões o Bolsa Família segue firme. Os reiterados discursos contrários do Planalto não passam de palavras ao vento: nada tem sido feito de efetivo para evitar a tesourada.

O governo precisa gastar menos do que arrecada para voltar a fechar as contas no azul? Sim, isso é óbvio. Foi por ter agido de modo contrário nos últimos anos que fomos metidos na crise atual. O ajuste fiscal tem de ser feito, mas bem feito, e com os menores danos possíveis à sociedade. Escolhas como essas colaboram para o retrocesso de uma série de avanços sociais dos últimos anos.

Mas como não está claro para todos, separamos aqui uma lista com 12 razões para o ajuste fiscal poupar o Bolsa Família - e, quem sabe, fazer você repensar a sua opinião sobre o programa. Veja só:
1) Este item resume toda a eficiência do Bolsa Família: tem benefícios altos e custo baixos, ou seja, é bom e barato;


2) Ele é focado estritamente nos mais pobres e, dessa forma, não distribui dinheiro do contribuinte para quem não precisa;


3) O dinheiro destinado ao programa cai direto na conta do beneficiário, o que reduz drasticamente riscos de desvios de verba para bolsos que já estão cheios;


4) Dar dinheiro vivo ao pobre é muito melhor do que remédio e roupas, por exemplo. Afinal, ninguém melhor que o próprio necessitado para decidir como gastar de acordo com as suas carências mais urgentes;


5) Ainda que a porta de saída do programa não seja perfeita, o Bolsa Família permite que os filhos das família pobres não herdem a mesma pobreza que seus pais herdaram de seus avós;


6) Assim como o item anterior, também colabora para quebrar a armadilha da pobreza a exigência de que famílias beneficiadas mantenham seus filhos nas escolas;


7) O programa não beneficia apenas os mais pobres cadastrados, mas até quem não tem direito ao benefício: digamos que a oferta de serviços mal remunerados, como de pedreiros ou faxineiras, diminua  pelo fato de esses trabalhadores preferirem o benefício. Nesse caso, os pedreiros e as faxineiras que continuarem no mercado de trabalho terão maior poder de barganha para exigir melhores salários, afinal, sua mão de obra se torna mais escassa;


8) Não se trata de acreditar em conto de fadas. Mas é óbvio que os pais que deixam de trabalhar por um salário miserável para receber o Bolsa Família têm a oportunidade de monitorar de perto o desenvolvimento de seus filhos;


9) O Bolsa Família custa aos cofres públicos o equivalente a 1% do PIB, o que é irrisório (cada família recebe, em média, algo em torno de R$ 200). Nessas condições, cortar o programa não fará nem cócegas na conta do ajuste fiscal;


10) Supor que alguém abandona seu emprego por causa de um valor desses é subestimar a própria inteligência. Ora, você consegue manter sua família com R$ 200 por mês? Se a resposta for sim, pedimos, por favor, para passar o endereço do supermercado, da farmácia, do açougue, enfim, de todos os estabelecimentos comerciais que você frequenta;


11) Ainda que o Bolsa Família faça alguém abandonar o seu emprego, isso só tende a acontecer se as condições de trabalho sob as quais a pessoa estava submetida fossem péssimas. Ou seja, mais uma razão para elogiar o programa;


12) Por fim, o pobre não é burro. Ignorar e ameaçar todos esses efeitos positivos, isso sim, não parece ser muito inteligente.


Como já dissemos aqui antes, o Bolsa Família merece aplausos.

Aplausos, por favor?

bolsa familia palmas

Obrigado.

Mais aplausos, vai?



Uma dancinha agora.



Um gato afiando as unhas.



E é isso, para o assunto não perder totalmente a seriedade que merece.
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