Primeiro ponto importante na discussão sobre a reforma trabalhista: o mundo não é dividido entre empresas malvadas e trabalhadores bonzinhos. Maniqueísmos desse tipo estão muito longe da verdade e não contribuem para o debate. Tanto empresários como trabalhadores estão em busca de maiores ganhos, é simples assim. E tudo bem.

Segundo ponto: não é verdade que os trabalhadores são fracos e os empresários fortes na barganha. Parece verdade, pela diferença de renda, mas não é. A variável chave aqui é competição: quanto mais empresas competindo, mais difícil para o empresário forçar a mão em termos de salários e condições de trabalho – senão o cara pica a mula! Ou seja, uma parte importante da luta por melhorar a qualidade de vida do trabalhador é aumentar a competição na economia. Engraçado que ninguém fale disso.

Terceiro: há uma conhecida relação entre leis trabalhistas muito duras e desemprego e duração do desemprego. Onde a lei visa proteger mais o trabalhador, o desemprego é estruturalmente mais elevado – Europa em relação aos Estados Unidos – e, o que talvez seja pior, ele dura mais tempo. Ou, ainda, a informalidade é alta (o que é ruim para o trabalhador), como no Brasil.

Quarto: quem realmente protege o trabalhador não é a Justiça, mas seu capital humano. A triste verdade é que a explicação mais plausível para salários baixos e condições ruins de trabalho não são empresas do mal e monopolistas, e sim produtividade baixa demais. Isso significa que devemos discutir mais qualidade da educação e do sistema de saúde, pensando, por exemplo, se o mérito deve influir no salário de professores e médicos. Isso é bem mais relevante que a terceirização.

4 esclarecimentos sobre a reforma trabalhista

Primeiro ponto importante na discussão sobre a reforma trabalhista: o mundo não é dividido entre empresas malvadas e trabalhadores bonzinhos. Maniqueísmos desse tipo estão muito longe da verdade e não contribuem para o debate. Tanto empresários como trabalhadores estão em busca de maiores ganhos, é simples assim. E tudo bem. Segundo ponto: não é verdade que os trabalhadores são fracos e os empresários fortes na barganha. Parece verdade, pela diferença de renda, mas não é. A variável chave aqui é competição: quanto mais empresas competindo, mais difícil para o empresário forçar a mão em termos de salários e condições de trabalho – senão o cara pica a mula! Ou seja, uma parte importante da luta por melhorar a qualidade de vida do trabalhador é aumentar a competição na economia. Engraçado que ninguém fale disso. Terceiro: há uma conhecida relação entre leis trabalhistas muito duras e desemprego e duração do desemprego. Onde a lei visa proteger mais o trabalhador, o desemprego é estruturalmente mais elevado – Europa em relação aos Estados Unidos – e, o que talvez seja pior, ele dura mais tempo. Ou, ainda, a informalidade é alta (o que é ruim para o trabalhador), como no Brasil. Quarto: quem realmente protege o trabalhador não é a Justiça, mas seu capital humano. A triste verdade é que a explicação mais plausível para salários baixos e condições ruins de trabalho não são empresas do mal e monopolistas, e sim produtividade baixa demais. Isso significa que devemos discutir mais qualidade da educação e do sistema de saúde, pensando, por exemplo, se o mérito deve influir no salário de professores e médicos. Isso é bem mais relevante que a terceirização.
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