Curva de oferta

A curva de oferta indica, para diferentes preços, quanto de um bem as empresas venderiam. Ela é positivamente inclinada (ascendente): quanto maior o preço do bem, maior a quantidade produzida/vendida pelas empresas.

O formato da curva de oferta decorre da hipótese de custo marginal crescente, discutida no cartão anterior.

Por quê? Vejamos.

Imagine que os empresários tomam suas decisões de produção de modo a obter o máximo de lucro. Para tanto, eles comparam a receita obtida das vendas com os custos de produção. O empresário está considerando produzir uma unidade a mais. O que ele ganha com isso? Quando essa unidade adicional for vendida, ele receberá como receita o preço do bem (p). Portanto, sua receita total aumenta exatamente em p quando ele expande a produção. No entanto, seus custos também aumentam. E esse aumento de custo é justamente o que chamamos de custo marginal - como vimos mais detalhadamente.

Dessa maneira, se o preço p for maior que o custo marginal, o ganho de receita em produzir uma unidade a mais supera a perda gerada pelos custos adicionais. Em outras palavras, compensa expandir a produção.

O gráfico mais abaixo mostrará para você um exemplo de curva de custo marginal para uma fábrica de sapatos. A curva é ascendente, refletindo a ideia de custo marginal crescente. Agora colocamos no eixo vertical o preço do par de sapatos, para fazer a comparação entre preço e custo marginal que determina a decisão do empresário.

Que quantidade a empresa deve produzir, se quiser gerar o máximo de lucro? Ela deverá igualar preço ao custo marginal.

Por exemplo, no gráfico, se o preço por par de sapatos for igual a 50 reais, a firma produz 1 mil unidades. Para entender o motivo, pense no que ocorreria se a firma escolhesse outra quantidade.

Ora, se ela produzisse menos que 1 mil unidades, o ganho de aumentar a produção seria positivo, já que isso traria uma a receita adicional (preço) maior que o custo adicional (custo marginal). Por exemplo, no gráfico, se a quantidade fosse igual a 600, o custo marginal seria menor que 50. Logo, elevar a produção geraria mais lucro e, portanto, produzir 600 (ou qualquer valor abaixo de 1 mil unidades) não é ótimo para a firma.

A produção também não deve ultrapassar 1 mil. As quantidades acima disso custam mais para serem produzidas do que o preço do produto. Por exemplo, no gráfico, se a produção é igual a 1,1 mil, o custo marginal é superior a 50. Produzir mais que 1 mil unidades reduz o lucro total da firma.

Oferta demanda gráfico 6

curva de oferta da firma, como se vê, é a própria curva de custo marginal. Ela é, portanto, positivamente inclinada (ascendente): quanto maior o preço, maior a quantidade produzida. No gráfico, se o preço do par de sapatos vai para 80 reais, a produção aumenta para 1,5 mil pares.

A descrição acima refere-se à decisão de uma firma em particular. Mas em um mercado há diversas empresas operando. A curva de oferta de mercado agrega as informações das diversas firmas indicando, para diferentes preços, quanto todas elas produziriam juntas. Essa curva também será positivamente inclinada (ascendente): para cada produtor, quanto maior o preço, maior a quantidade vendida. Então um aumento de preço leva cada empresa a produzir mais e, consequentemente, a quantidade total vendida no mercado aumenta.

Guarde na memória esta regrinha: quanto maior o preço, maior a quantidade total produzida. A seguir, a ilustração hipotética de uma curva de oferta do mercado de sapatos em determinada região brasileira:

Oferta demanda gráfico 7

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