Sistema de preços

Nas economias capitalistas modernas, recursos escassos são alocados, na grande maioria das vezes, por meio de mecanismos de mercado. Um mercado tem dois lados: compradores e vendedores. A interação desses indivíduos é mediada pelo sistema de preços.

O preço de um bem fornece a medida da sua escassez. Por exemplo, se faz um frio fora do comum, as pessoas correm às lojas para comprar casacos, que se tornam escassos. Como consequência, o preço do casaco sobe. Outro exemplo: se o clima favorece a produção da laranja, seu preço deve cair, já que a fruta se tornou menos escassa.

Na ausência de escassez, o preço de um bem seria igual a zero e todo mundo poderia consumir de graça. Exemplo típico: o ar que respiramos.

Assim, quando há escassez, nem todo mundo pode consumir. O preço atua, portanto, para excluir do mercado as pessoas que não estão dispostas a pagar pelo bem ou que não têm condições de adquiri-lo. Suponha que o preço do aço aumente, pressionando os custos de produzir carros. Isso eleva o preço do carro, excluindo do mercado as pessoas que não se importam tanto assim em ter um veículo e os cidadãos sem dinheiro para fazer a compra.

O mercado aloca os recursos da economia fazendo chegá-los às pessoas que têm mais disposição a pagar por eles – ou porque valorizam muito um bem ou porque possuem mais dinheiro para gastar.

Uma das principais vantagens do sistema de preços: ele fornece todas as informações necessárias para os indivíduos envolvidos, regulando eventuais problemas de escassez. No exemplo do carro, os consumidores não precisam saber que o preço do aço aumentou. A elevação do preço do carro já é suficiente para que eles diminuam sua demanda, de modo a adequá-la à nova oferta mais baixa.

Outro exemplo: suponha que uma mudança de comportamento fez crescer a demanda por alimentos saudáveis. Isso eleva a escassez nesse mercado e puxa o preço para cima. Esse mecanismo, consequentemente, aumenta a rentabilidade dessa atividade, o que incentiva produtores a proverem mais alimentos saudáveis.

Para incrementar a oferta e satisfazer essa demanda mais alta por alimentos saudáveis, a única informação de que os produtores precisam é o preço. Eles não precisam saber a causa fundamental disso – a mudança nas preferências dos consumidores –, o que é muito mais difícil de inferir.

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