Taxa de desemprego e ciclo econômico

A atividade econômica do país num determinado período influencia significativamente a taxa de desemprego que ele possuirá.

Em momentos de forte crescimento do PIB, as empresas vendem cada vez mais e precisam de maior contingente de trabalhadores para dar conta da produção necessária para suprir a demanda. Por causa disso, nesses períodos, a taxa de desemprego tende a ser mais baixa do que normalmente.

Especificamente, nessa situação, as empresas estão abrindo novas vagas e buscando trabalhadores a um ritmo que supera o de demissões. No diagrama do cartão anterior, a seta verde é mais forte do que a seta vermelha, o que implica uma taxa de desemprego baixa.

Quando o país passa por um período de recessão, com crescimento do PIB muito baixo ou até mesmo negativo, as empresas conseguem vender menos bens e serviços, necessitando, assim, de menor quantidade de trabalhadores para produzi-los. Desse modo, as empresas, em geral, contratam pouco. Há também nesse caso muitas demissões de funcionários que não valem a pena ser mantidos, frente à má situação das vendas. Essa, evidentemente, é a situação pela qual o Brasil está passando neste ano de 2015.

Aqui o raciocínio se inverte: o fluxo de empregados perdendo emprego é maior que o de desempregados encontrando emprego – a seta vermelha é mais forte que a verde. A taxa de desemprego é, assim, elevada.

Na verdade, a taxa de desemprego tende a reagir com certa defasagem ao ciclo econômico. Especificamente, se a economia inicia um ciclo de crescimento do PIB hoje, o desemprego demora um pouco para iniciar seu declínio.

Por quê?

Há custos associados à contratação de trabalhadores. As firmas reagem inicialmente ao aumento da demanda, elevando o número de horas trabalhadas de seus empregados (por exemplo, com horas extras). Depois de um tempo, quando essa margem se esgota, passa a ser necessário contratar pessoas para ampliar ainda mais a produção, fazendo com que a taxa de desemprego finalmente comece a diminuir.

Além disso, no início do ciclo de expansão, algumas pessoas que estavam desalentadas podem retornar ao mercado de trabalho, por haver mais oportunidades. Mas elas não encontram emprego de imediato. Inicialmente, tornam-se desempregadas. Só depois de um tempo passam para o time dos empregados. E, isso, contribui para que, num primeiro momento, a taxa de desemprego não caia (na verdade, pode até subir, se esse efeito for muito forte) e só passe a se reduzir depois de algum tempo.

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