Trade-offs

Num mundo de escassez, as escolhas envolvem conflitos e custos – o que os economistas chamam de trade-offs.

No nível individual, tanto nosso dinheiro como nosso tempo são escassos. Por exemplo, você está considerando fazer uma viagem com a família (a um custo de 1 mil reais) que será paga em suaves prestações. Nesse caso, você se defronta com um clássico trade-off: consumir hoje ou consumir no futuro. Fazer essa viagem provê uma satisfação no presente, mas isso lhe trará mais custos no futuro, quando seu orçamento ficará mais apertado por causa das prestações a serem pagas.

Outro exemplo: seu chefe oferece uma grana extra se você trabalhar no sábado. Mas é aniversário da sua sobrinha e, como se sabe, você não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Portanto, você dará de cara com um trade-off sobre como alocar seu tempo.

Assim, escolhas são sempre custosas: todas as vezes em que você toma uma decisão sobre como distribuir o uso de seu dinheiro e seu tempo, você deixa de fazer alguma coisa que poderia lhe trazer satisfação pessoal ou retorno financeiro. Tudo isso ocorre porque existe a tal da escassez. Se tivéssemos dinheiro e tempo ilimitados, não nos defrontaríamos com trade-offs e as escolhas não envolveriam custos.

Atenção: as escolhas são custosas mesmo que não haja custo monetário em fazê-las.

Se você decidiu ir à festa de aniversário da sua sobrinha no sábado, você não desembolsou um tostão por causa disso, certo? Mas, mesmo assim, existiu um custo: você deixou de ganhar o dinheiro extra oferecido por seu chefe por trabalhar no sábado. Na teoria econômica, trata-se do famoso custo de oportunidade, ou seja, o que você teria ganho se tivesse optado por outra alternativa.

Assim como os indivíduos, a sociedade inteira se defronta com trade-offs.

Por quê?

Ora, a quantidade de recursos produtivos – terra, maquinário, fábricas, recursos naturais, mão-de-obra – também é finita. Por exemplo, caso mais cana-de-açúcar seja plantada, sobrará menos terra para arroz, feijão, café e demais cultivos. Se o país decidir entrar em guerra com seu vizinho, precisará de mais soldados e de mais gente para produzir armamentos. Logo, sobrará menos pessoas para produzir outros produtos, ensinar nas escolas, atender nos hospitais, entre outras coisas.

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