Cobrar ou não pelo peso das bagagens no avião?

A Agência Nacional de Aviação Civil liberou as companhias aéreas para cobrarem por mala. Antes não podia. A medida gerou muita gritaria e muita análise equivocada.

Para a companhia, carregar malas não sai de graça. Quando elas não podem cobrar por malas, como era antes, o que acontece? Esse custo vai parar no preço das passagens. Isso significa que ocorre um subsídio cruzado: quem viaja com pouca mala é punido, pagando pela bagagem de quem viaja “pesado”, pois o preço mais alto da passagem vale para todos.

Muita gente que se manifestou sobre esse assunto vaticinou: agora as companhias aéreas vão poder ferrar mais o consumidor! Essa ideia é equivocada. As companhias aéreas visam maximizar seu lucro, e se pudessem aumentar seus lucros cobrando mais do consumidor, por que não haveriam de fazê-lo antes do decreto das malas? Aumentar o custo da viagem para o consumidor não leva necessariamente a mais lucro, pessoal! Preços maiores impactam a demanda, menos gente viaja. As companhias aéreas não são nem boas nem más; elas, assim como o padeiro simpático da esquina, estão aí para maximizar o lucro.

Vejam o problema assim: levar passageiro com muita bagagem é um serviço mais caro que levar passageiro com pouca bagagem. Portanto, o preço tem de ser mais alto o mesmo. Ao longo do tempo - mas não imediatamente -, o que deve ocorrer é: o preço da passagem (descontada a inflação) sobe para os “pesados” e cai para os “leves”. O que ocorre com o preço médio não é tão óbvio, depende das sensibilidades de cada um desses dois grupos e dos seus tamanhos. Mas se o avião voar mais leve, o preço médio tende a cair.

Por fim, a medida aproxima o Brasil das práticas internacionais, o que é um primeiro passo para o que realmente importa: abrir o país para entrada de concorrentes internacionais!

 

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