E se vier uma crise?

A economia mundial está em passo de desaceleração e tensões geopolíticas de monta, como o enfrentamento comercial China-Estados Unidos, podem terminar mal,. Como deveriam as economias emergentes, como o Brasil, reagir a uma desaceleração econômica?

Em 2008, quando o mundo rolou ladeira abaixo na esteira da crise do subprime norte-americano, a maioria dos países em desenvolvimento encontrava-se em plenas condições de praticar políticas contracíclicas típicas: cortar juro e expandir gastos públicos (ou baixar impostos temporariamente). Diga-se que, até ali, crises raramente levavam essas economias a tais políticas. Historicamente, economias emergentes cortavam gastos e aumentavam juros em momentos de tensão, para sinalizar seriedade e assim evitar fugas maciças de capitais. Remédio amargo, contraproducente até. Porém, após os cinq glorieuses de 2002 a 2007, uma posição fiscal muito mais sólida que a do passado e maior credibilidade no campo da política econômica, a esse grupo de países foi possível enfim praticar expansão fiscal em tempos de tormenta, sem serem por isso punidos pelos agentes de mercado. Além disso, a maioria cortou suas taxas de juros, sem consequências adversas para a inflação.

Hoje, contudo, o quadro é pior. Em primeiro lugar por que, como os juros básicos já estão em patamares bem mais baixos que há uma década, o tanque da política monetária está mais vazio (mas ao menos não completamente vazio, como o das economias avançadas). Em segundo, por que na nova era de crescimento mais frágil e indefectível envelhecimento populacional os desafios fiscais aumentaram.

Como mostra o gráfico de distribuição abaixo, as condições iniciais já são piores: a dívida em relação ao PIB cresceu (natural) e não retornou ao seu nível pré-crise. Em bom português, o colchão ficou mais fino entre 2008 (azul) e 2019 (rosa).

Para termos mais espaço de reação em face de uma desaceleração mais contundente da economia mundial, urge reduzir a quantia que o governo gasta na sua conta de consumo. Isso levará a uma dívida menor e, consequentemente, a uma maior potência da política fiscal expansionista.





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