Fim da corrupção: por que depende de você?

Quem segue as notícias do Brasil sabe que a corrupção não tem endereço nem partido. Enquanto um dos lados saqueia a maior companhia estatal do país e quebra os fundos de pensão das empresas estatais, o outro rouba dinheiro da merenda escolar da criançada.

Felizmente, também estamos vendo que os bandidos têm sido capturados. Quem sabe, os futuros candidatos a ladrões da República pensarão duas vezes daqui em diante.

Mas duas histórias recentes me chocam mais que o usual.

Primeiro, a extensão da corrupção com certa empresa familiar de construção.

Segundo, a foto do operador da máfia da merenda escolar caçoando do contribuinte atrás de uma mesa cheia de dinheiro vivo.

Deixe-me explicar.

E vou começar dos princípios mesmo.

Nós humanos somos programados a cuidar de nossos filhos e familiares mais próximos. A maioria de nós tem interesse genuíno pelo bem-estar de nossos irmãos e irmãs, às vezes dos primos e primas de primeiro grau e, em casos mais raros, também de nossos primos e primas de segundo grau. Já os primos mais distantes, em geral, são perfeitos estranhos.

O que nos impede, então, de entrar na casa de quem não é nosso parente e tomar posse de suas propriedades? O que nos separa da lei do mais forte?

Dois fatores: (1) o poder do estado e (2) as normas de comportamento em sociedade, baseadas em conceitos morais que nós abraçamos.

Portanto, o combate à corrupção depende, é claro, do poder judiciário e de agentes da lei. Mas não basta.

É crucial que cada um de nós incorpore a seguinte norma social: ser corrupto é vergonhoso.

Retomemos o caso da infame empreiteira cujo dono está preso em Curitiba. Chega a assustar que ele tenha achado aceitável cometer crimes para deixar de ser bilionário e tornar... multibilionário! Isso, apesar do risco de ser pego e o nome de sua família virar sinônimo de bandidagem para o resto da história brasileira.

Agora, o caso do corrupto pego no escândalo das merendas escolares... Incomoda o seu aparente orgulho do fruto de suas maracutaias, o dinheiro do povo, e a falta de vergonha em ser exposto.

Ninguém mais tem vergonha?

Talvez sejamos tolerantes demais.

Lembra-se daquele colega de escola que ficou milionário trabalhando por uma empresa estatal? Ou aquele vizinho juiz, que vive acima da renda?

Se nós quisermos viver em um país melhor, não podemos tão somente esperar que a polícia ou o Sérgio Moro os prenda. É nosso dever construir, tijolo por tijolo, as normas sociais que condenam a corrupção.

Primeiro, e principalmente, na educação de nossos filhos.

Segundo, em nosso convívio social.



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