Por que a alta da gasolina é melhor que a volta da CPMF?

Fato: o governo precisa arrecadar mais (e gastar menos também). Como arrecadar mais? No desespero, voltou à baila a CPMF. Mas não é um bom imposto. Penaliza mais a produção de bens com longas cadeias produtivas e menos a de bens com cadeias produtivas menores. E não há motivos para taxar mais aqueles e menos esses. As chances de a CPMF passar no Congresso são baixíssimas, ao que tudo indica. Seria bom, portanto, o governo pensar num plano B. E aqui vai uma sugestão: taxar mais os combustíveis. Por que pode ser uma boa? Qualquer economista que estudou direitinho a microeconomia vai rapidamente concordar com esta proposta. Carros em circulação geram perdas para a sociedade que, em geral, não são ponderadas na decisão de sair de carro. Você pensa que está aumentando a chance de acidente para os outros enquanto dirige? Ou que está piorando a qualidade do ar? Ou que, ao sair de carro, aumenta o trânsito e atrasa a chegada das demais pessoas ao trabalho? Essas são externalidades negativas. E, no jargão do economista, precisam ser levadas em consideração, forçadamente, pelos gestores públicos. Imposto sobre a gasolina e pedágios para circular em locais de tráfego mais intenso são a saída para o problema. Por isso aumentar Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre combustíveis é muito melhor que aumentar a CPMF. Ambos desencorajam certos tipos de atividade? É verdade. Mas a Cide, ao contrário da CPMF, desencoraja uma atividade que gera externalidades negativas à sociedade. Ou seja, na comparação, taxar combustíveis é mais vantajoso.

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