Inovar está ficando mais difícil?

A inovação é um dos principais motores do crescimento econômico. Ela permite ganhos de produtividade, fazendo com que possamos produzir mais com a mesma quantidade de insumos – máquinas, trabalho, terra etc. Também garante a consumidores uma ampla variedade de produtos, propiciando maior bem-estar material e qualidade de vida. É só pensar que há 100 anos não existia máquina de lavar roupa automática, ou que há 30 anos quase ninguém tinha acesso a celular e internet, para dar alguns exemplos.




Um artigo acadêmico recente, entretanto, traz evidências de que esse processo de avanço tecnológico vem se tornando mais custoso. Empresas precisam colocar cada vez mais investimento – em pesquisa e desenvolvimento – para obter o mesmo “pulo” na tecnologia ao longo do tempo.


Os autores encontram esse padrão em vários contextos e indústrias. Um exemplo interessante é o da lei de Moore, que tem a ver com a capacidade de processamento de microchips de computador. Ela indica que o número de transistores em um microchip tende a dobrar aproximadamente a cada dois anos.


Mas, para manter esse ritmo, as empresas do setor vem aumentando consideravelmente seus gastos em pesquisa e desenvolvimento desde a década de 1970. Isso indica que a inovação está cada vez mais difícil ao longo do tempo.


Uma pergunta que fica é: será que o processo de avanço tecnológico ficará cada vez mais lento, podendo até parar no futuro?




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