Investimento Estrangeiro Direto: por que é tão importante?

Quando o Brasil importa mais do que exporta, incluindo-se também os pagamentos de juros e dividendos, dizemos que temos um déficit em conta corrente. É o caso do Brasil.

Mas, se temos um déficit em conta corrente, como financiamos o déficit?

Existem várias formas de financiamento. Por exemplo, poderíamos fazer isso reduzindo nossos dólares, tomando dinheiro emprestado de bancos, emitindo títulos de dívida ou vendendo nossos ativos.

O Investimento Estrangeiro Direto, o IED, é uma forma de se vender um ativo brasileiro. Por exemplo, quando estrangeiros adquirem controle de firmas brasileiras, temos um IED no Brasil. Outra forma de IED é quando empresas estrangeiras abrem sucursais ou plantas no Brasil (por exemplo, a Fiat abrindo uma fábrica nova).

A forma de financiar um déficit tem consequências. Por exemplo, se tomamos empréstimos com bancos estrangeiros, assumimos um compromisso de pagar quantias em dólar no futuro.

Já o IED não impõe um compromisso fixo.

Se a Fiat, para ficar no mesmo exemplo, abre uma planta nova, ela toma o risco. Se tiver lucro, pode enviar para seus acionistas; se não tiver, azar dela. Mais que isso, o IED gera uma renda em reais para o investidor estrangeiro, portanto, ele também fica com o risco cambial – ou seja, se o real perder valor, azar dele, afinal, vai recuperar menos dólares por seu investimento.

Por passar boa parte do risco para o investidor estrangeiro, o IED é considerado uma forma “saudável” de se financiar déficits em conta corrente.

É, assim, alentador que nosso déficit em conta corrente, de 59 bilhões de dólares em 2015, possa ter sido financiado mais que inteiramente via IED, que totalizou 75 bilhões de dólares.



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