Leis trabalhistas mais flexíveis aumentam o desemprego?

A legislação trabalhista é bem mais rígida na Europa que nos EUA. Comparativamente, mandar alguém embora por lá é mais caro e tem mais entraves.

Qual o efeito prático disso?

Para quem está num mercado de trabalho de leis são mais rígidas, empregado, é uma beleza. O risco é mais baixo (e os benefícios quando no desemprego são maiores). Mas a contrapartida disso é que a taxa de desemprego é mais alta. As empresas têm medo de contratar, justamente, por ser bastante custoso despedir.

O gráfico abaixo deixa isso claro: em média, a taxa de desemprego na Europa, de leis mais rígidas, é bem maior que a verificada nos EUA, de regras flexíveis – uns 3,5% a mais, ou seja, basicamente o dobro!

DESEMPREGO EUA EUROPA

E quando vem uma crise econômica, como a de 2008, que pega todo mundo e joga no poço amargo da recessão?

Em mercados de trabalho mais flexíveis, o desemprego cresce mais rapidamente: as empresas logo reagem e cortam custos, inclusive demitindo. Mas veja a contrapartida disso: passada a crise, as empresas voltam mais cedo a contratar. O desemprego volta a embicar para baixo com mais força – como mostra o gráfico.

Na hora de discutirmos a legislação trabalhista, se deve ser mais ou menos flexível, precisamos nos lembrar de fatos empíricos como esses.

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