Toda vez em que há uma reunião para definir os rumos da taxa de juros básica, os olhos do mercado financeiro, da imprensa especializada e de parte da academia se voltam para o Banco Central. Alguns dias antes de cada reunião, cresce o zum-zum-zum: em quantos pontos percentuais a taxa de juros deve subir ou cair? Ou será que vai tudo ficar na mesma?

Para agentes do mercado financeiro, informação é algo muito valioso, particularmente no caso das decisões de política monetária do Banco Central. Afinal, a taxa de juros básica mexe com preços e rentabilidade de ativos, como ações na Bolsa e títulos da dívida do governo. 

Por outro lado, o Banco Central precisa manter sua comunicação com o mercado financeiro da maneira mais pública possível, para evitar que alguém seja favorecido indevidamente.

Identificar se alguma informação está sendo vazada por alguém do Banco Central para alguma instituição financeira é muito difícil. Mas, se não dá para enxergar o fogo, pelo menos dá para sentir o cheiro de fumaça. Isso é o que um artigo acadêmico recente identifica para o caso dos Estados Unidos.

O autor usa dados de milhões de corridas de táxi ocorridas em Nova York entre 2009 e 2014, contendo informações das saídas e chegadas, com horários e locais exatos. Ele foca em corridas associadas à sede do Banco Central americano (o Fed) na cidade e aos bancos comerciais. Seus resultados apontam um aumento significativo no percurso entre essas instituições justamente em torno dos dias das reuniões que definem os rumos da taxa básica de juros.

Nesses dias, há também uma elevação no número de corridas que partem do Fed e dos bancos comerciais e terminam aproximadamente no mesmo horário e local. Isso acontece principalmente no horário de almoço, sugerindo encontros entre agentes do Fed e de instituições financeiras.

Tais interações já são esperadas e diversas delas têm um caráter meramente social. Muitos desses indivíduos se conhecem, por exemplo, porque estudaram juntos em departamentos de economia ou escolas de negócios. Mas isso não explica porque os encontros se intensificam justamente na época em que o Fed define o que fará com a taxa de juros básica.

Para mais detalhes, leia aqui e aqui.

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Toda vez em que há uma reunião para definir os rumos da taxa de juros básica, os olhos do mercado financeiro, da imprensa especializada e de parte da academia se voltam para o Banco Central. Alguns dias antes de cada reunião, cresce o zum-zum-zum: em quantos pontos percentuais a taxa de juros deve subir ou cair? Ou será que vai tudo ficar na mesma?

Para agentes do mercado financeiro, informação é algo muito valioso, particularmente no caso das decisões de política monetária do Banco Central. Afinal, a taxa de juros básica mexe com preços e rentabilidade de ativos, como ações na Bolsa e títulos da dívida do governo. 

Por outro lado, o Banco Central precisa manter sua comunicação com o mercado financeiro da maneira mais pública possível, para evitar que alguém seja favorecido indevidamente.

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O autor usa dados de milhões de corridas de táxi ocorridas em Nova York entre 2009 e 2014, contendo informações das saídas e chegadas, com horários e locais exatos. Ele foca em corridas associadas à sede do Banco Central americano (o Fed) na cidade e aos bancos comerciais. Seus resultados apontam um aumento significativo no percurso entre essas instituições justamente em torno dos dias das reuniões que definem os rumos da taxa básica de juros.

Nesses dias, há também uma elevação no número de corridas que partem do Fed e dos bancos comerciais e terminam aproximadamente no mesmo horário e local. Isso acontece principalmente no horário de almoço, sugerindo encontros entre agentes do Fed e de instituições financeiras.

Tais interações já são esperadas e diversas delas têm um caráter meramente social. Muitos desses indivíduos se conhecem, por exemplo, porque estudaram juntos em departamentos de economia ou escolas de negócios. Mas isso não explica porque os encontros se intensificam justamente na época em que o Fed define o que fará com a taxa de juros básica.

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