Em postagem recente, abordamos pesquisa que aponta: brasileiras de 6 a 14 anos têm bem mais serviços domésticos para fazer que seus irmãos de sexo masculino. E, a partir disso, levantamos a seguinte bola:

- Será que, por trabalharem mais em casa que os meninos, as meninas não têm menos tempo livre para a educação não formal? Ou para aprender a socializar? Ou para ler bons livros? Ou para, quem sabe, por causa dessas experiências todas, conquistarem melhores postos de trabalhos e salários no futuro?  

Nos parece uma preocupação justa. Mas o que esse dado nos permite, de fato, num estalar de dedos, afirmar?

Apenas isso: que as meninas trabalham mais em casa que os meninos.

Claro, cabe interpretação. E, ao que parece, os dados nos permitem concluir que começa bem cedo a “jornada dupla” das mulheres brasileiras – que, na fase adulta, trabalham, somados os tempos fora e dentro de casa, em média, 5 horas a mais que os homens.

Mas alguns de nossos seguidores no Face trouxeram outros argumentos – com razão.

Eles lembram que as mulheres no Brasil têm mais escolaridade que os homens. E que isso poderia equilibrar, em algum grau, a concorrência entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

Esse raciocínio faz, sim, sentido. E outras dúvidas mais também:

- O que meninos fazem com esse tempo a mais que eles têm?

- Será que, fora de casa, parte deles trabalha em troca de remuneração?

- Quantos deles foram recrutados pelo crime e lá perdem seu tempo livre?

- Ou, simplesmente, quando não estão na escola, quantos desses garotos estão jogando videogame? Jogando bola? Batendo papo na internet? Ou apenas vendo a vida passar sem fazer absolutamente nada de construtivo? Caçando Pokémon (tá na moda)?

Todas essas são possibilidades. Assim como a que levantamos sobre eventuais vantagens dos homens em relação às mulheres pelo fato de, na infância, elas terem maiores responsabilidades com a casa.

Acreditamos que o debate sobre a desigualdade de gênero seja um dos mais importantes a ser travado. E que exercitar o raciocínio econômico em temas sensíveis colabora para a busca de soluções. Contamos com vocês em mais esta =)

Meninas ajudam mais que meninos em casa: e o que isso quer dizer?

Em postagem recente, abordamos pesquisa que aponta: brasileiras de 6 a 14 anos têm bem mais serviços domésticos para fazer que seus irmãos de sexo masculino. E, a partir disso, levantamos a seguinte bola: - Será que, por trabalharem mais em casa que os meninos, as meninas não têm menos tempo livre para a educação não formal? Ou para aprender a socializar? Ou para ler bons livros? Ou para, quem sabe, por causa dessas experiências todas, conquistarem melhores postos de trabalhos e salários no futuro?   Nos parece uma preocupação justa. Mas o que esse dado nos permite, de fato, num estalar de dedos, afirmar? Apenas isso: que as meninas trabalham mais em casa que os meninos. Claro, cabe interpretação. E, ao que parece, os dados nos permitem concluir que começa bem cedo a “jornada dupla” das mulheres brasileiras – que, na fase adulta, trabalham, somados os tempos fora e dentro de casa, em média, 5 horas a mais que os homens. Mas alguns de nossos seguidores no Face trouxeram outros argumentos – com razão. Eles lembram que as mulheres no Brasil têm mais escolaridade que os homens. E que isso poderia equilibrar, em algum grau, a concorrência entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Esse raciocínio faz, sim, sentido. E outras dúvidas mais também: - O que meninos fazem com esse tempo a mais que eles têm? - Será que, fora de casa, parte deles trabalha em troca de remuneração? - Quantos deles foram recrutados pelo crime e lá perdem seu tempo livre? - Ou, simplesmente, quando não estão na escola, quantos desses garotos estão jogando videogame? Jogando bola? Batendo papo na internet? Ou apenas vendo a vida passar sem fazer absolutamente nada de construtivo? Caçando Pokémon (tá na moda)? Todas essas são possibilidades. Assim como a que levantamos sobre eventuais vantagens dos homens em relação às mulheres pelo fato de, na infância, elas terem maiores responsabilidades com a casa. Acreditamos que o debate sobre a desigualdade de gênero seja um dos mais importantes a ser travado. E que exercitar o raciocínio econômico em temas sensíveis colabora para a busca de soluções. Contamos com vocês em mais esta =)
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