O Por quê?, ao longo deste pouco tempo na praça, tem destacado a importância de um estado eficiente. Essa qualidade, como tentamos demonstrar, passa pela sua mínima interferência na economia; ou seja, no estabelecimento de um sistema de mercado cada vez mais livre. Um modelo de país no qual o incentivo à livre concorrência apenas tem a colaborar para a vida de cada um dos brasileiros.

No entanto, esses princípios, resumidos por muitos no rótulo de “estado mínimo”, não podem ser confundidos com ausência de estado.

Por quê?

Porque a sua ausência abre espaço à barbárie. Se não cabe ao estado criar barreiras ao bom funcionamento da economia, é tarefa dele, sim, propiciar bem-estar, por meio da correção das falhas no funcionamento da sociedade. Este é o lugar do estado para que todos tenham os mesmos direitos e condições.

castigo no pelourinho

Reprodução de "Castigo no Pelourinho", de Jean-Baptiste Debret

 

Tudo isso para dizer, caso você ainda não saiba, que Cleydenilson Pereira Silva, brasileiro, de 29 anos, foi amarrado a um poste e espancado até a morte, em São Luis, Maranhão.

Não é o primeiro caso semelhante no Brasil. E, mais uma vez, num país onde o estado exerce forte interferência econômica, a repetição do fato abominável deixa um rastro de questões:

– Onde esteve o estado quando faltou educação?

– Quando faltou igualdade?

– Quando faltou segurança?

– Quando faltou a chance de cada brasileiro fazer a melhor escolha possível para a sua vida?

Essas são questões sem lado: esquerda, direita, centro, não importa em que canto você se coloca neste Brasil cada vez mais rachado. Perguntas como essas pipocam para serem feitas e refeitas quantas vezes for necessário por todos. A resposta é única: quando tudo listado acima faltou, o estado esteve ausente de maneira gritante.

Talvez bem intencionado, mas mais nos erros que em seu papel principal: é lá onde o estado tem morado recentemente no Brasil. Sua tarefa primeira, repetimos, sem temer a redundância, é fornecer o bem-estar à sociedade. Que, sim, observou avanços visíveis de inclusão social nos últimos anos. Mas que vê, hoje, assustada, a morte de mais um Cleydenilson, escondida entre tantos escândalos.

Seu linchamento, à moda escravagista, anulou a relevância dele ter, ou não, cometido algum crime. Criminosos, certamente, são seus torturadores, seus assassinos. Espera-se que, ao menos neste caso, o estado se faça presente e a morte bruta de brasileiros como Cleydenilson não seja mais necessária para exercitarmos por aqui nosso raciocínio econômico.

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Por que a ausência do estado abre espaço à barbárie?

O Por quê?, ao longo deste pouco tempo na praça, tem destacado a importância de um estado eficiente. Essa qualidade, como tentamos demonstrar, passa pela sua mínima interferência na economia; ou seja, no estabelecimento de um sistema de mercado cada vez mais livre. Um modelo de país no qual o incentivo à livre concorrência apenas tem a colaborar para a vida de cada um dos brasileiros. No entanto, esses princípios, resumidos por muitos no rótulo de “estado mínimo”, não podem ser confundidos com ausência de estado. Por quê? Porque a sua ausência abre espaço à barbárie. Se não cabe ao estado criar barreiras ao bom funcionamento da economia, é tarefa dele, sim, propiciar bem-estar, por meio da correção das falhas no funcionamento da sociedade. Este é o lugar do estado para que todos tenham os mesmos direitos e condições. castigo no pelourinho Reprodução de "Castigo no Pelourinho", de Jean-Baptiste Debret   Tudo isso para dizer, caso você ainda não saiba, que Cleydenilson Pereira Silva, brasileiro, de 29 anos, foi amarrado a um poste e espancado até a morte, em São Luis, Maranhão. Não é o primeiro caso semelhante no Brasil. E, mais uma vez, num país onde o estado exerce forte interferência econômica, a repetição do fato abominável deixa um rastro de questões: – Onde esteve o estado quando faltou educação? – Quando faltou igualdade? – Quando faltou segurança? – Quando faltou a chance de cada brasileiro fazer a melhor escolha possível para a sua vida? Essas são questões sem lado: esquerda, direita, centro, não importa em que canto você se coloca neste Brasil cada vez mais rachado. Perguntas como essas pipocam para serem feitas e refeitas quantas vezes for necessário por todos. A resposta é única: quando tudo listado acima faltou, o estado esteve ausente de maneira gritante. Talvez bem intencionado, mas mais nos erros que em seu papel principal: é lá onde o estado tem morado recentemente no Brasil. Sua tarefa primeira, repetimos, sem temer a redundância, é fornecer o bem-estar à sociedade. Que, sim, observou avanços visíveis de inclusão social nos últimos anos. Mas que vê, hoje, assustada, a morte de mais um Cleydenilson, escondida entre tantos escândalos. Seu linchamento, à moda escravagista, anulou a relevância dele ter, ou não, cometido algum crime. Criminosos, certamente, são seus torturadores, seus assassinos. Espera-se que, ao menos neste caso, o estado se faça presente e a morte bruta de brasileiros como Cleydenilson não seja mais necessária para exercitarmos por aqui nosso raciocínio econômico. LEIA MAIS TEXTOS DESTE AUTOR   
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