Por que a crise afeta nossa política externa?

O Brasil está desde 2004 no comando das forças da ONU garantindo a segurança no Haiti. É uma fonte de prestígio para nossa política externa. Somos (ou agimos como) um país responsável, líder na região.

Ajudar o Haiti é importante. Em termos pragmáticos, não interessa a ninguém da região um país fracassado no Caribe. Em termos morais, não agrada que um país tão perto do nosso seja tão pobre.

Quando houve o terremoto no Haiti, em 2010, gostaria que o Brasil – em um bom momento econômico à época – fosse mais ativo. Propus que o país desse refúgio a até 100 mil haitianos, o que seria uma gota d’água em nosso caldeirão de 200 milhões de habitantes.

Seria bom para: (1) os haitianos que viriam para o Brasil; (2) os haitianos que ficassem para trás; e (3) para o Brasil, onde o mercado de trabalho começava a apertar (e onde faltam pessoas que falam francês!).

Infelizmente, minha proposta não foi considerada. Mas, mesmo assim, alguns poucos milhares de haitianos entraram no Brasil (muitos ilegalmente).

Agora nossa crise econômica aperta, falta grana. Segundo o Estado de S. Paulo, devemos 148 milhões de dólares de diversas operações de paz no mundo. Com o alto custo de manter as tropas no Haiti, devemos levantar acampamento em breve. E o Canadá se voluntaria a substituir o Brasil.

Nosso prestígio internacional sai erodido da crise econômica. Assim como o futuro de nossos filhos.

Não podemos deixar isso acontecer de novo.



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