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							Semana passada tivemos
uma boa notícia: o PIB cresceu acima do esperado no terceiro trimestre. O
aumento foi de 0,6% em relação ao trimestre anterior, e de 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O número sinaliza um crescimento mais
consistente, espantando o risco de nova recessão que assombrou a economia
brasileira no começo deste ano. Mas nossa recuperação continua bem gradual.

Tivemos queda grande do produto interno bruto em 2015 e 2016. Isso, junto com o crescimento baixo subsequente, faz com que estejamos ainda abaixo do patamar de cinco anos atrás. O gráfico abaixo mostra o PIB trimestral brasileiro (já expurgando o efeito da inflação) desde o final de 2014 (linha azul). O valor do quarto trimestre de 2014 está normalizado em 100, o que significa que todos os valores devem ser lidos relativamente a essa data.

Em particular, quando o olhamos o fundo do vale da série, temos o valor de 92,5 para a linha azul no quarto trimestre de 2016. Isso significa que o PIB brasileiro contraiu em 7,5% nesse intervalo de dois anos.


Esse cenário fica mais dramático quando analisamos o PIB per capita (linha rosa), isto é, o PIB dividido pela população, o que nos fornece uma ideia da renda média no país. Ele recuou em quase 9% entre o quarto trimestre de 2016 e o quarto trimestre de 2014. A queda no PIB per capita é maior que a do PIB porque a população está crescendo.

A partir de 2017, a economia brasileira começa a se recuperar, mas em ritmo lento. Hoje, quase 5 anos depois do início do desastre, nosso PIB ainda está cerca de 4% abaixo do nível inicial. Já o PIB per capita está 6,5% abaixo.

Para o 2021 e 2022, os dados de expectativas de mercado (da pesquisa Focus, do Banco Central) indicam um crescimento de 2,5% ao ano. O crescimento populacional está na casa dos 0,8%. Se supusermos essas taxas constantes ao longo dos próximos períodos, podemos projetar o comportamento do PIB e do PIB per capita. Este exercício pode ser visualizado no próximo gráfico.

Nesse ritmo, o PIB per capita recuperaria o valor inicial (quarto trimestre de 2014) no fim do ano que vem – ou seja, 6 anos depois. Já para o PIB per capita, isso só ocorreria no fim de 2023. Não é à toa que está se falando em década perdida.


 

Fonte dos dados: Ipeadata.

PIB – Preços de mercado – Índice encadeado – Dessaz. (média 1995 = 100). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (IBGE/SCN Trimestral).

População total - Pessoa (mil). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE/PNAD Contínua).



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Por que a economia brasileira ainda vai demorar alguns anos para se recuperar? | Gráfico da semana

Semana passada tivemos uma boa notícia: o PIB cresceu acima do esperado no terceiro trimestre. O aumento foi de 0,6% em relação ao trimestre anterior, e de 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O número sinaliza um crescimento mais consistente, espantando o risco de nova recessão que assombrou a economia brasileira no começo deste ano. Mas nossa recuperação continua bem gradual.

Tivemos queda grande do produto interno bruto em 2015 e 2016. Isso, junto com o crescimento baixo subsequente, faz com que estejamos ainda abaixo do patamar de cinco anos atrás. O gráfico abaixo mostra o PIB trimestral brasileiro (já expurgando o efeito da inflação) desde o final de 2014 (linha azul). O valor do quarto trimestre de 2014 está normalizado em 100, o que significa que todos os valores devem ser lidos relativamente a essa data.

Em particular, quando o olhamos o fundo do vale da série, temos o valor de 92,5 para a linha azul no quarto trimestre de 2016. Isso significa que o PIB brasileiro contraiu em 7,5% nesse intervalo de dois anos.


Esse cenário fica mais dramático quando analisamos o PIB per capita (linha rosa), isto é, o PIB dividido pela população, o que nos fornece uma ideia da renda média no país. Ele recuou em quase 9% entre o quarto trimestre de 2016 e o quarto trimestre de 2014. A queda no PIB per capita é maior que a do PIB porque a população está crescendo.

A partir de 2017, a economia brasileira começa a se recuperar, mas em ritmo lento. Hoje, quase 5 anos depois do início do desastre, nosso PIB ainda está cerca de 4% abaixo do nível inicial. Já o PIB per capita está 6,5% abaixo.

Para o 2021 e 2022, os dados de expectativas de mercado (da pesquisa Focus, do Banco Central) indicam um crescimento de 2,5% ao ano. O crescimento populacional está na casa dos 0,8%. Se supusermos essas taxas constantes ao longo dos próximos períodos, podemos projetar o comportamento do PIB e do PIB per capita. Este exercício pode ser visualizado no próximo gráfico.

Nesse ritmo, o PIB per capita recuperaria o valor inicial (quarto trimestre de 2014) no fim do ano que vem – ou seja, 6 anos depois. Já para o PIB per capita, isso só ocorreria no fim de 2023. Não é à toa que está se falando em década perdida.


 

Fonte dos dados: Ipeadata.

PIB – Preços de mercado – Índice encadeado – Dessaz. (média 1995 = 100). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (IBGE/SCN Trimestral).

População total - Pessoa (mil). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE/PNAD Contínua).

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