Por que a política monetária no Brasil não anda nada emocionante?

selic queda juros

Aconteceu na quarta-feira, 25, após as 18 horas.

Em um dos bancos na avenida Faria Lima em São Paulo, o economista-chefe esperava a decisão do Copom a jogar paciência, enquanto o estagiário grudava os olhos no terminal de computador com as notícias. O estagiário gritou excitado: “Saiu a decisão do Copom!”. O economista-chefe olhou displicente com seu olho direito (enquanto o olho esquerdo se manteve fixo na tela: essa é uma habilidade exclusiva de economistas-chefe) e grunhiu algo ininteligível. O estagiário, perspicaz, entendeu a mensagem (“Um momento, o jogo está interessante, vai tomar um café, menino”). Quinze minutos depois, o economista-chefe saiu de seu estupor e convidou o time para uma reunião para discutir a decisão do Copom. Impaciente, levantou-se e mandou o estagiário redigir o comunicado para os clientes explicando a decisão e foi para casa cedo.

Se o economista-chefe não estiver preocupado, deveria estar. Seu emprego está em risco. A política monetária não nos oferece mais grandes emoções. O próprio comunicado da decisão do Copom não contém enigmas ocultos ou charadas. A linguagem é clara e não requer intérpretes com poderes paranormais. Até um estagiário pode redigir o comunicado para os clientes

A economia brasileira está passando por uma recuperação gradual (isto é, lenta), ajudada por um cenário externo favorável, e isso tem ajudado a manter limitadas as pressões inflacionárias. Enquanto não desistirmos da agenda de ajuste fiscal, o Banco Central pode se dar ao luxo de estimular a economia com juros baixos.

Na última reunião do Copom, a Selic foi reduzida de 8,25% para 7,5% ao ano, e o comunicado da reunião deixou implícito ao menos mais um corte esse ano, para a Selic fechar o ano em 7%.

Como sempre ocorre, a calmaria vai acabar, mais cedo ou mais tarde. Enquanto isso não acontece, vamos aproveitar o momento.

 
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