Por que jogadores de futebol são cada vez mais caros?

Uma das notícias esportivas de maior impacto no ano passado foi a transferência de Neymar para o Paris Saint-Germain por incríveis 222 milhões de euros. De longe a maior da história. Mesmo após retirar o efeito da inflação (como fizemos aqui nesse texto), ela continua no topo do ranking mundial.

Segue abaixo a lista com as 10 maiores transferências, já ajustando pela inflação. Em relação à lista sem o ajuste pela inflação, temos apenas dois “intrusos”: Zidane (3º na lista), que foi da Juventus para o Real Madrid em 2001 por 77,5 milhões de euros, o que equivale a quase 105 milhões de euros em valores de 2016; e Luís Figo (9º), que trocou o Barcelona pela arquirrival Real Madrid por 60 milhões de euros em 2000 (83 milhões de euros em valores atualizados).

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Essas duas transferências são muito significativas e, de certa forma, mais impressionantes que a de Neymar. Vejamos por quê.

Olhando a lista fica claro que a maioria das transferências é recente, ocorrida particularmente sobretudo nos últimos 5 anos. Uma razão para isso é que o negócio do futebol está em expansão. Gente em todos os cantos do mundo quer acompanhar os principais craques. Receitas de TV, patrocínios e bilheterias crescem em função disso.

Com mais dinheiro na mão, os principais clubes do mundo querem contratar para fortalecer ainda mais seus plantéis. E passam a competir entre si. Tivemos também a entrada de milionários no ramo, que passaram a adquirir clubes na Europa e a investir pesado em contratações nos últimos anos. Tudo isso pressiona não só os salários dos principais jogadores, mas também os valores pagos em transferências.

Afinal, não só o clube que deseja contratar um craque tem mais dinheiro. O clube que detém o jogador também está mais rico, e não o deixará sair por qualquer ninharia. Os valores das principais transferências do mundo, assim, só tendem a crescer.

A revista britânica The Economist recentemente fez uma análise que permite “limpar” (pelo menos parcialmente) esse efeito da expansão do mercado do futebol. Especificamente, para as principais transferências mundiais (aquelas com valores superiores a 60 milhões de euros), divide-se o valor da transação pela receita do clube que “comprou” do jogador. Abaixo reproduzimos o gráfico da revista com os resultados.

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Veja quais são as duas principais transferências de acordo com esse critério, aparecendo logo antes da venda de Neymar para o Paris Saint-Germain. Em particular, o Real Madrid gastou o equivalente à metade de sua receita para trazer Zidane em 2001, e quase 45% no caso de Figo no ano anterior!

 
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