Por que acabar com o BNDES? Nada disso: mudar o foco!


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, foi criado em 1952, com a incumbência (mandato) de oferecer crédito de longo prazo para a indústria brasileira.

Naquela época, fazia algum sentido. O Brasil ainda não tinha mercados de capitais que funcionassem.

Ao longo dos anos, esse mandato se alterou.

Por exemplo, na década de 1990, quando o Estado brasileiro tentava limpar o entulho das políticas fracassadas do regime militar, pondo empresas estatais à venda, o BNDES ofereceu financiamento para os compradores das estatais. Com crédito mais barato, o preço pago pelas estatais aumentou.

Para a infelicidade de todos nós, o BNDES mudou de função primordial, de novo, no final dos anos 2000 – e os resultados foram desastrosos.

A ideia, que ninguém havia pensado antes, foi: oferecer crédito barato para empresas que já tem acesso ao mercado de capitais.

A carteira de empréstimos – subsidiadas por descontos no salário do trabalhador – do BNDES passou a se concentrar em algumas poucas grandes empresas: frigoríficos tentando conquistar o mundo; aventureiros vendendo sonhos de petróleo; gigantescos projetos para criarmos infraestrutura para que a Petrobras possa pagar mais caro por plataformas de petróleo; e docinhos de coco para empreiteiras com projetos em países sem a regra da lei.

O que não tem como dar certo só pode dar errado.

Mas essa história já foi contada. Quem de nós não tem um parente próximo que perdeu o emprego porque... os nossos timoneiros de Titanic erraram a mão?

Reconheço a tentação de gritar: vamos acabar com o BNDES!

Mas, no Brasil, firmas pequenas e médias ainda encontram dificuldades para conseguir crédito. Sem isso, as dificuldades para expandir sua produção ou investir em inovação são quase impeditivas. Governos locais também precisam de ajuda financeira para obras de saneamento ou mobilidade pública.

É hora de se criar um novo mandato para o BNDES. Tirar o banco do negócio de emprestar para empresas já maduras; focar a sua atuação em pequenas e médias empresas inovadoras (nossas próximas grandes empresas); e em projetos de infraestrutura que melhorem a vida da população.

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