Por que o Brasil está à beira do precipício?

Era questão de tempo, como no livro Crônica de uma morte anunciada, do colombiano Gabriel Garcia Márquez. A agência de classificação de risco Moody's rebaixou o Brasil para o nível "Baa3" (antes éramos “Baa2”). Mas a notícia não traz exatamente novidades – por mais que isso pareça logicamente estranho.

rebaixamento do brasil

A última avaliação do País feita pela Moody's já estava carimbada com o tal "viés negativo". Esse termo é aviso claro de rebaixamento futuro se nada for feito, se a situação corrente da economia à época da análise não se alterar.

Por que nada mudou?

Na verdade, mudou sim. De uns meses para cá, a situação não ficou sequer estável. Piorou. E com muita nitidez: os dados ruins da atividade econômica surpreendem até os mais pessimistas; a meta fiscal de 1,2% foi para o lixo; os juros estão  mais altos; a confiança de empresários e consumidores não parou de cair; e, para completar, o quadro político se deteriorou gravemente.

Estamos agora, assustados, olhando para a beira do precipício. Chegamos perto do abismo, com os pés pouco firmes no chamado “grau de investimento”. Caso nada mude logo, é aí que vamos parar, retrocedendo no tempo: no “grau especulativo”.

Você deve estar se perguntando se isso tudo realmente importa, “Baa3”, “Baa2”, “grau-nao-sei-do-quê”, etc. Mas, infelizmente, é importante para todos nós.

Várias instituições que investem no Brasil são, por regulamento interno, obrigadas a retirar a grana (ou parte dela) do país quando esse recebe a classificação de “grau especulativo”. A economia, nessas condições, ficaria com menos recursos para financiar os tão necessários investimentos. E esse fluxo de saída de dólares colocaria lenha na taxa de câmbio, com a desvalorização do real em relação à moeda americana.

Em bom português, se isso acontecer nas próximas revisões das agências de classificação, o Brasil ficará ainda mais pobre em relação ao mundo.

Ou o governo consegue ficar de pé (não me pergunte como) e organiza uma agenda crível de reformas; ou vamos terminar como Santiago Nasar na história de Garcia Márquez.

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