Dólar a 4 reais: por que não é tão recorde assim?

Na imprensa e nas conversas casuais, ouvimos frequentemente que o dólar nunca foi tão caro em reais. De fato, o dólar nunca havia fechado acima de 4,15 reais. Mas comparar a taxa de câmbio ao longo do tempo não reflete a realidade. Por quê? Porque o preço dos bens e serviços mais consumidos no Brasil e nos Estados Unidos também aumentou desde a última vez em que o dólar chegou a 4 reais, em 2002. Em particular, desde setembro de 2002 (quando o dólar fechou a 3,89 reais) até janeiro de 2016, os preços subiram uns 137%, no Brasil; e 31%, nos Estados Unidos. Quando incorporamos à nossa análise esse movimento dos preços, estamos falando do câmbio real. Aquele dólar lá na casa dos 4 reais que vemos todos os dias em sites e na televisão é o que os economistas chama de câmbio nominal, que não considera as variações do poder de compra das moedas. Assim, por um lado, considerada a evolução dos preços, a taxa de câmbio de 4,15 reais por dólar de hoje equivaleria a 2,29 reais por dólar em setembro de 2002. Agora, por outro lado, se calcularmos quanto valeria a taxa de câmbio de setembro de 2002 hoje, chegaremos a algo na casa de 6,60 reais por dólar em poder de compra. Portanto, em termos de câmbio real, o dólar cotado em reais precisa subir muito antes de bater seu recorde de fato. VEJA MAIS 

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