Por que o dragão da inflação voltou?

Já podemos sentir o calor do focinho fumegante e o bafo desconfortável de enxofre. O reflexo esverdeado de luz na pele escamosa já nos machuca os olhos. Ele está de volta: o dragão da inflação. Minhas amigas e meus amigos, o chamado índice oficial de inflação (IPCA) foi de quase 11% ao longo de 2015.

A renda real (o poder de compra) do trabalhador encolheu. E deve continuar a diminuir em 2016. Para alguns, vai encolher para zero. Afinal, a recessão vigente vai matar mais empregos nos próximos meses – em particular, no primeiro trimestre do ano vindouro. Ou seja, o desemprego baterá na porta de mais gente, agravando a situação.

Mas por que este dragão feioso voltou a mostrar a cara por estas paragens?

Por falta de aviso que não foi.

Vários economistas avisaram que as políticas adotadas por este governo (a tal “nova matriz econômica”) trariam inflação alta, problemas fiscais e baixo crescimento. O resultado está aí, salta aos olhos e ataca o bolso dos brasileiros.

Outro tanto de especialistas também apontou que mudanças nas regras de exploração do pré-sal e ingerência do governo na administração da Petrobras custariam um preço alto para todos.  E que a expansão da carteira de crédito do BNDES e a escolha de campeões nacionais não ativariam o investimento nem fariam a economia crescer.

E o que temos hoje?

Temos todos de lidar com uma crise prevista por tanta gente boa, que poderia ter sido evitada, mas não foi. Sem falar do bafo de dragão no cangote quando colocamos os pés no supermercado – um bafo ainda mais quente quando bate no pescoço dos mais pobres.

Oremos. E até mais.



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