Por que o rodízio de veículos em São Paulo deu errado?

Os indicadores de distanciamento social no Brasil não são nada animadores. Para conter a circulação de pessoas em São Paulo, a prefeitura resolveu expandir o rodízio municipal de veículos. Carros com placas de número par só poderiam rodar em dias pares; e quem tem carro com placa ímpar circularia apenas em dias ímpares. Quem violasse a restrição estaria sujeito a multa e pontos na carteira. 

Durou uma semana. No último domingo, a prefeitura voltou atrás e suspendeu as regras mais restritivas. Volta a valer o rodízio como era antes. A justificativa: a medida não foi capaz de ampliar os índices de distanciamento social. 

Dá para entender o porquê.

Por um lado, o custo mais alto para sair de casa poderia sim incentivar as pessoas a não se deslocar, o que contribuiria para conter o vírus. Entretanto, essa margem é provavelmente pequena. Afinal, quem ainda decide sair de casa, apesar de todas as recomendações contrárias e das notícias de difusão da doença, é porque precisa ou quer circular. 

Provavelmente, a maioria dos indivíduos afetados pelo rodízio buscaria alternativas ao próprio veículo – como táxis, aplicativos de transporte, metrô, ônibus ou trem. E essas opções só ajudam a espalhar a doença, pois envolvem maior contato com outras pessoas.

Há, ainda, possíveis efeitos colaterais. Com o rodízio mais restritivo, motoristas de aplicativo não poderiam rodar todos os dias. Para compensar, provavelmente trabalhariam mais tempo nos dias em que o rodízio não os restringe. Isso envolveria mais horas seguidas na direção, o que poderia aumentar o número de acidentes.


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