Há uma movimentação no Congresso para excluir os professores da reforma da Previdência. Hoje, professores têm direito a aposentadoria especial – homens se aposentam com 30 anos de contribuição, e mulheres com 25. A proposta de reforma introduziria uma idade mínima de 60 anos, e pelo menos 30 anos de contribuição para ambos os sexos.

Professores ainda continuariam com regras diferenciadas – a idade mínima seria mais baixa do que para os demais brasileiros (65 anos para homens e 62 para mulheres na proposta de reforma).

A justificativa para a retirada dos professores é que a reforma tornaria a ocupação ainda menos atrativa para bons profissionais. Hoje, como a profissão é muito desvalorizada, com baixos salários e péssimas condições de trabalho, pouca gente quer ser professor.

Além disso, entre os jovens que estão decidindo que ofício seguir, a profissão dificilmente atrai os melhores alunos – haja vista as baixas médias notas no Enem registradas por aqueles que optam pelo magistério.

Retirar um benefício (como a aposentadoria precoce) tem sim o potencial de tornar as coisas ainda piores – na medida em que o retorno de ser professor diminuiria com isso.

O problema é que temos hoje pessoas se aposentando quando são ainda muito jovens, muito provavelmente com o potencial de serem produtivas por mais alguns anos.

Suponha que dê tudo certo – e, com mudanças na educação, consigamos atrair melhores profissionais. Aos 50 e poucos anos, quando estão perto do pico de sua produtividade, retiramos essas pessoas da força de trabalho? Trata-se de um desperdício de potencial produtivo.

Há outras formas de atrair bons profissionais. Que tal se, em vez de pagar 30 anos de aposentadoria para quem sai do mercado aos 50, utilizássemos o dinheiro para  aumentar salários, incentivar os profissionais mais empenhados e garantir melhores condições de trabalho?

Dessa forma, podemos ter melhores professores – sem precisar abrir mão deles quando chegarem aos 50 anos.

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Por que professores não devem se aposentar mais cedo?

Há uma movimentação no Congresso para excluir os professores da reforma da Previdência. Hoje, professores têm direito a aposentadoria especial – homens se aposentam com 30 anos de contribuição, e mulheres com 25. A proposta de reforma introduziria uma idade mínima de 60 anos, e pelo menos 30 anos de contribuição para ambos os sexos. Professores ainda continuariam com regras diferenciadas – a idade mínima seria mais baixa do que para os demais brasileiros (65 anos para homens e 62 para mulheres na proposta de reforma). A justificativa para a retirada dos professores é que a reforma tornaria a ocupação ainda menos atrativa para bons profissionais. Hoje, como a profissão é muito desvalorizada, com baixos salários e péssimas condições de trabalho, pouca gente quer ser professor. Além disso, entre os jovens que estão decidindo que ofício seguir, a profissão dificilmente atrai os melhores alunos – haja vista as baixas médias notas no Enem registradas por aqueles que optam pelo magistério. Retirar um benefício (como a aposentadoria precoce) tem sim o potencial de tornar as coisas ainda piores – na medida em que o retorno de ser professor diminuiria com isso. O problema é que temos hoje pessoas se aposentando quando são ainda muito jovens, muito provavelmente com o potencial de serem produtivas por mais alguns anos. Suponha que dê tudo certo – e, com mudanças na educação, consigamos atrair melhores profissionais. Aos 50 e poucos anos, quando estão perto do pico de sua produtividade, retiramos essas pessoas da força de trabalho? Trata-se de um desperdício de potencial produtivo. Há outras formas de atrair bons profissionais. Que tal se, em vez de pagar 30 anos de aposentadoria para quem sai do mercado aos 50, utilizássemos o dinheiro para  aumentar salários, incentivar os profissionais mais empenhados e garantir melhores condições de trabalho? Dessa forma, podemos ter melhores professores – sem precisar abrir mão deles quando chegarem aos 50 anos. Para ficar por dentro do que rola no Por Quê?, clique aqui e assine a nossa Newsletter.
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