Por que tantas eleitoras para poucas mulheres eleitas?

 

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Pouco antes do primeiro turno das eleições municipais, a Agência Lupa apontou o perfil médio do eleitor brasileiro: a maioria é formada por mulheres, entre 30 e 34 anos e sem ensino fundamental completo. Esse perfil está milhas distante das características predominantes entre os candidatos: homens com entre 45 e 49 anos e mais de 12 anos de estudo.

Essa comparação demonstra como as mulheres seguem muito pouco representadas na política nacional – isso se repete pelo mundo todo, mas nosso caso é ainda mais gritante: enquanto no mundo as mulheres ocupam, em média, 22,9% dos assentos nas câmaras; no Brasil, só 10% dos assentos.

Isso mesmo: elas são a maioria da população e dos eleitores e somente 10% dos políticos eleitos são mulheres.

A situação parece ter melhorado muito pouco nos últimos anos. Em 15 anos, saltamos de 5,7% para apenas 9,9%. Muito pouco.

Em São Paulo, as eleições trouxeram algum alento nesse sentido. A Câmara dos Vereadores tinha apenas 5 dos 55 assentos (menos de 10%) ocupados por mulheres; a partir do ano que vem, a cidade contará com 11 mulheres na Câmara. Poucas ainda, mas o número dobrou.

Hoje, mulheres estudam mais que homens e podem ocupar os mesmos cargos deles. Mas estamos superando essas barreiras a passos muito lentos.

Alguns países parecem mais avançados. Latino-americanos, por exemplo, têm uma posição um pouco mais avançada que o resto do mundo – e muito mais avançada do que nós. Em Cuba, mulheres ocupam 49% dos assentos, para se ter ideia.

Há no mundo também aqueles que foram além: em Ruanda elas são maioria! Neste caso, o grande número de mulheres na política se deve à junção de uma cultura que valoriza o trabalho feminino e cotas de 30% para a sua participação na política. Mas soma-se a isso, e não podemos ignorar, o fator guerra: parte considerável da população masculina foi dizimada.

No entanto, apesar de a superação de alguns laços sexistas não se dever diretamente ao desenvolvimento econômico, pode impactar nesse sentido. Por exemplo, quantas mulheres extremamente habilidosas deixam de ser engenheiras, administradoras, economistas ou políticas porque nunca foram incentivadas?

A inexistência de mulheres em alguns cargos e poucas na política gera o que se chama de retroalimentação negativa: por não haver mulheres em alguns cargos, as meninas não se veem representadas e deixam de almejá-las. Isso representa perda de produtividade.

Este ano, 30% dos candidatos eram candidatas. Menos que 30% dos vereadores e prefeitos eleitos serão vereadoras e prefeitas. E mais que 50% dos eleitores são eleitoras.

Representatividade na política é importante para que sejam pensadas políticas públicas. Com mais mulheres na Câmara, maior a chance de serem planejadas políticas de saúde, segurança ou sociais direcionadas a elas.

Nós do PQ? torcemos para que mais mulheres ocupem todos espaços na sociedade, sobretudo aqueles dos quais elas foram historicamente excluídas. A sociedade brasileira, toda ela, só tem a ganhar.

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