Por que temos a maior inflação desde 2003?

inflacao no brasil A inflação bateu perto dos 9% no acumulado dos 12 meses terminados em junho. É um desagradável recorde para o período recente da economia brasileira: o maior patamar desde dezembro de 2003.

Por que isso ocorreu?

Uma parte da explicação remete a erros, mas, curiosamente, outra parte tem a ver com acertos da política monetária do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Ou, melhor dizendo, está ligada à correção de erros cometidos em seus primeiros quatro anos.

A inflação alta quase nunca surge da noite para o dia. E, certamente, não tem causas metafísicas ou esotéricas. Não é culpa das elites também, afinal, elites existem em todos os lugares do mundo. Mas inflação perto de 10%, isso sim, é algo bem raro de se encontrar neste planetinha habitado por nós.



Esta inflação, indo agora diretamente ao ponto, resulta de erros na condução da política macroeconômica. Quando chega no ponto que estamos, não é geralmente motivada por um ou outro errinho, e sim por causa do acúmulo de barbeiragens.

No caso atual, a força e a alta da inflação dos chamados preços livres resulta de uma combinação de políticas equivocadas durante 80% do primeiro governo Dilma. Quando o governo sobe seus gastos, abaixa impostos e mantém o juro artificialmente baixo, não tem como chegar a outro lugar: a inflação acelera. E quando ela muda de patamar as pessoas perdem a confiança na capacidade e vontade do governo de trazê-la para baixo de novo. É como dizem por aí: “as expectativas ficam desancoradas”.

A boa-nova é que com Joaquim Levy, ministro da Fazenda, e com o “novo” Alexandre Tombini, do Banco Central, a seriedade com que esse problema está sendo enfrentado parece estar mudando.

A inflação total, entretanto, composta por uma combinação de preços administrados e preços livres, está muito alta também por um motivo bom: este segundo governo Dilma decidiu parar de represar os preços administrados – casos da conta de luz, da gasolina etc. Isso reduz a ineficiência da economia como um todo. A medida foi certeira, apesar desse custo de curto prazo: pressionar mais ainda a inflação.

De todo modo, o dado acumulado em 12 meses é um olhar pelo retrovisor. Não que seja por isso desimportante, mas mais relevante, sem sombra de duvidas, é olhar para frente. Quando fazemos isso, vislumbramos uma inflação realmente bem mais baixa em 2016, girando ali pelos 5,5% no fim do ano.

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