Por que uma maçã não é uma maçã?

Uma maçã não é uma maçã. No começo da feira existe um enorme conjunto de maçãs disponíveis para consumo. Por causa da seleção que faz todo o cliente, as maçãs melhores vão sumindo da bacia, pouco a pouco. Até que se chega a um ponto em que sobram apenas maçãs de aspecto ruim. Em algum momento dessa transição, o feirante abaixa o preço da maçã. Por quê? – Ah, para vender mais! Essa não é uma boa resposta. Ele poderia ter diminuído o preço para vender mais maçãs já no começo da feira. O feirante faz isso porque aquela maçã que sobrou ali não é mais o mesmo produto das 8 horas da manhã. É outro. E, se é outro produto – no caso, pior –, o preço também precisa ser outro. Um cliente que circule por horas na feira não pode, portanto, reclamar: – Puxa, agora que eu já comprei você está vendendo mais barato? Não, afinal ele está vendendo outro produto. Claro que já no começo da feira havia as maçãs boas e as ruinzinhas. Então por que não anunciar dois preços distintos já de cara? – Maçã boa a 1 real! Maçã ruim 50 centavos! Em tese, a tática soa eficiente. Mas pense no seguinte: apareceria uma porção de gente com maçãs bem razoáveis na mão exigindo pagar apenas 50 centavos. Seria uma bagunça! Logo, é mais fácil esperar as maçãs ruins restarem na solidão da barraca e, só aí, reduzir o preço. Um guarda-chuva também não é um guarda-chuva. Nesse caso estou falando do mesmíssimo, de qualidade idêntica, mesmo ano, novinho em folha. Um guarda-chuva num dia chuvoso é bem diferente num dia de sol. Num dia chuvoso, o guarda-chuva vira um bem escasso. E, por isso, faz sentido que ele custe mais caro. BLOG DO PQ? QUEM NASCEU PRIMEIRO: O OVO OU A GALINHA?   

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