Reforma tributária: por que olhar para os mais pobres?



Imposto sobre consumo é um dos mais poderosos mecanismos de perpetuação da pobreza. Sabe por quê?

Quando compramos um saco de arroz no mercado, por exemplo, pagamos uns 17% só de imposto. Daí que, se o preço de 5 quilos de arroz for R$ 20, serão pagos R$ 3,40 em imposto (17% de 20 = 3,4).

Não é "nada" para quem tem "tudo"? Certo.

Mas para mais de 10 milhões de cidadãos brasileiros em situação de miséria, o que será que isso significa?

Bom, antes, você precisa saber o que significa viver em "situação de miséria": na definição da ONU, quem está nessas não tem sequer condições de se alimentar diariamente.

Um sistema tributário como o brasileiro, portanto, significa ainda menos arroz no prato de mais de 10 milhões de brasileiros.

 



 

Se você duvida disso, pense em duas hipóteses:

1) Você tem uma renda familiar mensal de R$ 100 mil;
2) Você recebe um Bolsa Família mensal de R$ 85.

E aí, em qual das duas hipóteses os R$ 3,40 de imposto vão pesar na hora do almoço?

É verdade: subir imposto demais para cima de quem tem mais pode ser tiro pela culatra: atrapalha na geração de empregos quando o sujeito ou a empresa bem de caixa prefere investir ou consumir fora do país, por exemplo. Isso tem de ser levado em conta, é fato.

Mas quanto mais imposto sobre consumo, mais pobre o pobre fica. E não dá para ignorar essa realidade quando se discute #ReformaTributária num país como o Brasil.



 

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