emprego_busca-se

A última divulgação da PNAD Contínua, correspondente ao último trimestre de 2017, informa que a taxa de desemprego permanece  na trajetória de queda iniciada no começo de 2017. Depois de atingir um pico de 13,7% no primeiro trimestre de 2017, a desocupação da força de trabalho fechou o ano em 11,8% - e continua caindo. Mas ainda está muito alta, o que sugere uma longa trajetória de recuperação pela frente.

Um quarto dos jovens de 18 a 24 anos está desempregado. O desemprego na juventude é um previsor de desempenho no mercado de trabalho. Quanto mais tempo um jovem passa desempregado, menos experiência ele acumula, e piores serão suas futuras oportunidades.

Mas por que a economia está tão fraca ainda?

Porque os problemas que enfrentamos hoje não foram gestados em 9 meses. Estamos sofrendo por vários anos de erros de política econômica, numa combinação tóxica de incompetência e malícia. Durante muitos anos, o governo brasileiro, tanto o federal quanto o de muitos estados, gastou como na letra da Legião Urbana, "como se não houvesse amanhã...". A irresponsabilidade de nossos políticos e seus asseclas fez chover em nosso amanhã. Quando governos gastam além da conta, várias consequências são garantidas. Primeiro, a dívida pública cresce. Com mais dívida, aumenta a conta de juros no futuro  e sobram menos recursos para outras atividades. Segundo, o governo que gasta muito acaba gastando mal. Um exemplo é o estado do Rio de Janeiro, que paga salários que já seriam inaceitáveis em um país rico para seus servidores de elite enquanto não consegue nem pagar as aposentadorias dos pequenos funcionários. Outro exemplo são as dezenas de investimentos malfadados, como os famosos estádios da Copa em Brasília, Cuiabá, Manaus, Natal e Recife. Terceiro, o setor privado se recolhe. Quem vai querer investir em um país que não consegue nem garantir a segurança do transporte de cargas em suas estradas? Quem vai querer investir em um país cuja Previdência Social está falida e, em vez de reformá-la, vai exigir aumentos de impostos e cortes de outros serviços públicos? Infelizmente, o problema não tem uma solução fácil. Precisamos seguir disciplinando o governo, lutando para que não gaste mais do que pode. Afinal, não queremos deixar de ser conhecidos como o país do futuro para nos transformar no país que matou o próprio futuro.  

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Se a economia melhorou, cadê o meu emprego?

emprego_busca-se A última divulgação da PNAD Contínua, correspondente ao último trimestre de 2017, informa que a taxa de desemprego permanece  na trajetória de queda iniciada no começo de 2017. Depois de atingir um pico de 13,7% no primeiro trimestre de 2017, a desocupação da força de trabalho fechou o ano em 11,8% - e continua caindo. Mas ainda está muito alta, o que sugere uma longa trajetória de recuperação pela frente. Um quarto dos jovens de 18 a 24 anos está desempregado. O desemprego na juventude é um previsor de desempenho no mercado de trabalho. Quanto mais tempo um jovem passa desempregado, menos experiência ele acumula, e piores serão suas futuras oportunidades. Mas por que a economia está tão fraca ainda? Porque os problemas que enfrentamos hoje não foram gestados em 9 meses. Estamos sofrendo por vários anos de erros de política econômica, numa combinação tóxica de incompetência e malícia. Durante muitos anos, o governo brasileiro, tanto o federal quanto o de muitos estados, gastou como na letra da Legião Urbana, "como se não houvesse amanhã...". A irresponsabilidade de nossos políticos e seus asseclas fez chover em nosso amanhã. Quando governos gastam além da conta, várias consequências são garantidas. Primeiro, a dívida pública cresce. Com mais dívida, aumenta a conta de juros no futuro  e sobram menos recursos para outras atividades. Segundo, o governo que gasta muito acaba gastando mal. Um exemplo é o estado do Rio de Janeiro, que paga salários que já seriam inaceitáveis em um país rico para seus servidores de elite enquanto não consegue nem pagar as aposentadorias dos pequenos funcionários. Outro exemplo são as dezenas de investimentos malfadados, como os famosos estádios da Copa em Brasília, Cuiabá, Manaus, Natal e Recife. Terceiro, o setor privado se recolhe. Quem vai querer investir em um país que não consegue nem garantir a segurança do transporte de cargas em suas estradas? Quem vai querer investir em um país cuja Previdência Social está falida e, em vez de reformá-la, vai exigir aumentos de impostos e cortes de outros serviços públicos? Infelizmente, o problema não tem uma solução fácil. Precisamos seguir disciplinando o governo, lutando para que não gaste mais do que pode. Afinal, não queremos deixar de ser conhecidos como o país do futuro para nos transformar no país que matou o próprio futuro.   Para ficar por dentro do que rola no Por Quê?, clique aqui e assine a nossa Newsletter.
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