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Sem reforma da Previdência, juros do Brasil continuam em queda?

Vejam só: todos nós receamos emprestar dinheiro para quem já tem dívida meio alta, certo? Das duas uma: ou não emprestamos mais até o sujeito pagar o que nos deve, ou cobramos um preço (juro) mais alto para compensar o risco, pois o fato concreto é que quem deve mais tem maior probabilidade de nos aplicar um calote.

Isso vale para países também! Dívida pública muito alta significa risco elevado e, portanto, uma maior taxa na hora do empréstimo. Para frear o avanço do endividamento não tem solução mágica. Ou se aumentam os impostos, ou se cortam alguns gastos. Imposto no Brasil já é bem alto para o padrão de economias emergentes. Não sobra muita opção: precisamos reduzir gastos. Na verdade, é mais fácil que isso: precisamos reduzir a velocidade com que os gastos crescem.

E aí entra a pergunta: cortar onde?

Num país com milhares de jovens vivendo na pobreza, é injusto colocar o fardo do ajuste nas costas desse grupo. Que tal reduzir o tamanho do privilégio que a sociedade consagra aos aposentados muito jovens do setor privado, e aos aposentados do setor público? Reforma da Previdência já!

Voltemos, no entanto, a nosso tema, os juros. O Banco Central acabou de cortar mais uma vez a taxa de juro de curto prazo da economia, a tal Selic. Foi para 7%, valor mais baixo da história do Brasil. A economia fraca e a derrota da inflação possibilitaram uma política monetária mais frouxa. Mas...   releia os parágrafos precedentes. Sem uma redução da dívida/PIB não tem como isso durar!

Trocando em miúdos:  a reforma da Previdência faz com que os gastos cresçam numa velocidade menor, o que leva a maior confiança e investimentos, o que gera mais arrecadação, o que, em conjunto com o gasto menor, eleva o superávit primário, o que reduz a dívida como proporção do PIB, o que possibilita juros perenemente mais baixos.

Perdeu o fôlego? Nós também. Mas não percamos a oportunidade!

 

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