Torrar dinheiro público com medalhas de ouro? Por quê?

Antes mesmo de chegarmos à metade das Olimpíadas do Rio, já parece improvável que usemos mais que os dedos de uma mão para contar nossas medalhas de ouro. Talvez uma mão e mais alguns dedos? Se tivermos sorte...

Enquanto isso, países com população menor, como a Austrália, sobem ao pódio várias vezes mais.

Dureza, né? Deprimiu?



Para quem acompanha ou participa diretamente do ciclo olímpico durante os 4 anos que separam as Olimpíadas uma da outra, chega a ser compreensível alguma tristeza.

Mas o que deveria incomodar a todos os brasileiros não é sermos café-com-leite no tênis ou na esgrima. O que causa angústia, de verdade, é o esgoto na Baía da Guanabara, são as notas tão baixas dos nossos estudantes em testes internacionais.

Propomos um trato: tapar os ouvidos quando escutarmos por aí – como acontece após toda Olimpíada – ex-atletas, comentaristas e outros que, consciente ou inocentemente, cobiçam o dinheiro público advogando que o governo tem de gastar mais com o programa olímpico.

Não, não deveria não.



O esporte é importante, evidentemente. Mas não faz sentido subsidiar o atleta olímpico, principalmente se o dinheiro vier dos impostos que pagamos ao governo federal.

O país precisa, portanto, é de professores melhores e mais motivados, de matemática, português e inglês, para sairmos da rabeira educacional.

A lanterna do quadro de medalhas? Não é uma questão de estado. Não pode ser um fim em si, um objetivo principal. Deve, na verdade, ser a consequência de um país de cidadãos capacitados e com necessidades básicas atendidas plenamente.

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