Vamos privatizar o Maracanã de uma vez por todas?

Parece uma eternidade, mas se passaram menos de três anos. Houve uma final de Copa do Mundo no Maracanã. Assistimos, nós e o resto do mundo, à vitória dos alemães em um estádio moderno, localizado em uma cidade de beleza inigualável, sob a guarda do Cristo Redentor que, no Corcovado, finge olhar para o horizonte enquanto espia, de soslaio, o embate dos guerreiros da bola.

Hoje, o Maracanã está em ruínas. Sua grama está destruída. Os principais clássicos do Campeonato Carioca têm sido disputados no estádio Nilton Santos, o Engenhão.

Viajemos agora para São Paulo. A prefeitura de São Paulo ainda é dona do estádio do Pacaembu, mas os três grandes clubes da capital são donos de seus próprios estádios. Enquanto o clube que mais arrecadou no Campeonato Carioca foi o Flamengo, com 482 mil reais líquidos até agora, entre os paulistas, o Palmeiras arrecadou 6,7 milhões; o Corinthians, 4,2 milhões e o São Paulo, 3,5 milhões de reais. Poxa vida, até o pequeno Novorizontino arrecadou mais que o Flamengo, com 991 mil reais!

A causa da diferença é óbvia: existe uma disputa sobre quem é o dono do estádio e o responsável por sua manutenção e por consertar os danos ocorridos durante a Rio-2016. A concessionária Maracanã S.A. não aceitou o estádio de volta ao fim dos Jogos Olímpicos e empurrou-o de volta para o estado do Rio de Janeiro, que mal tem dinheiro para pagar seus aposentados. O estádio penou. Alguns dias atrás, uma empresa francesa adquiriu a concessão da Maracanã S.A., mas ainda existe insegurança jurídica devido a possíveis falhas de procedimento na licitação anterior.

Se uma administração pública com compromisso com a melhoria da vida de seus cidadãos tivesse privatizado o Maracanã no passado, os donos do estádio cuidariam da grama e das instalações para que pudessem lucrar com a bilheteria dos jogos. Considerando-se que o estado do Rio está falido, é injustificável que seus ativos não estejam à venda. Ainda mais aqueles ativos que ele é comprovadamente incapaz de manter.

Não há desculpa para se manter o statu quo. São Paulo por várias décadas teve um aeroporto internacional de terceira categoria. Foi só permitir que terminais fossem privatizados e em um passe de mágica temos agora terminais modernos e mais confortáveis.

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