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Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES, já demonstrou disposição em retomar a política de “campeões nacionais” adotada nos últimos anos – como alertamos por aqui algumas vezes. Recentemente, posicionou-se contrário à substituição da TJLP pela TLP. A nova política de juros para o BNDES pretende cortar subsídios concedidos em suas linhas de crédito, majoritariamente direcionadas a grandes empresas nos últimos anos.

Ao que parece, no entanto, a nova direção do banco resolveu rever essas colocações, e a TLP ganha força para passar a valer em 2018.

Em nota conjunta, a Presidência do BNDES, ao lado do Banco Central e dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, anunciou “compromisso com a criação da TLP”. O documento destaca as consequências positivas esperadas pela medida, como a democratização do acesso ao crédito – veja a íntegra do comunicado clicando aqui.

Há anos, a política de juros a preço de banana via TJLP do BNDES tem dificultado a ação do Banco Central no combate à inflação; encarecido o crédito para quem não toma recursos emprestados do BNDES, mas, por exemplo, em bancos comerciais; concentrado renda nas mãos de poucos; e reduzido a competição, ao direcionar entre 60% e 70% de seus desembolsos a empresas de grande porte, como à J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Especialmente nos últimos seis anos, entre 2011 e 2016, 69% dos desembolsos do BNDES foram destinados ao financiamento dos maiores grupos empresariais do Brasil.

A nova direção do banco, que assumiu o lugar de Maria Silvia Bastos Marques, fala em fazer “seis anos em seis meses” para incentivar a indústria, atendendo a cada vírgula de pedido feito pela Fiesp. Vejamos se outro comunicado conjunto será necessário para impedir o retorno dessa tática. Voltar a despejar crédito na economia brasileira como feito nos últimos anos seria o mesmo que tentar apagar incêndio com gasolina.



 

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BNDES volta atrás: corte nos subsídios confirmado para 2018?

BNDES-Agência-Brasil Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES, já demonstrou disposição em retomar a política de “campeões nacionais” adotada nos últimos anos – como alertamos por aqui algumas vezes. Recentemente, posicionou-se contrário à substituição da TJLP pela TLP. A nova política de juros para o BNDES pretende cortar subsídios concedidos em suas linhas de crédito, majoritariamente direcionadas a grandes empresas nos últimos anos. Ao que parece, no entanto, a nova direção do banco resolveu rever essas colocações, e a TLP ganha força para passar a valer em 2018. Em nota conjunta, a Presidência do BNDES, ao lado do Banco Central e dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, anunciou “compromisso com a criação da TLP”. O documento destaca as consequências positivas esperadas pela medida, como a democratização do acesso ao crédito – veja a íntegra do comunicado clicando aqui. Há anos, a política de juros a preço de banana via TJLP do BNDES tem dificultado a ação do Banco Central no combate à inflação; encarecido o crédito para quem não toma recursos emprestados do BNDES, mas, por exemplo, em bancos comerciais; concentrado renda nas mãos de poucos; e reduzido a competição, ao direcionar entre 60% e 70% de seus desembolsos a empresas de grande porte, como à J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Especialmente nos últimos seis anos, entre 2011 e 2016, 69% dos desembolsos do BNDES foram destinados ao financiamento dos maiores grupos empresariais do Brasil. A nova direção do banco, que assumiu o lugar de Maria Silvia Bastos Marques, fala em fazer “seis anos em seis meses” para incentivar a indústria, atendendo a cada vírgula de pedido feito pela Fiesp. Vejamos se outro comunicado conjunto será necessário para impedir o retorno dessa tática. Voltar a despejar crédito na economia brasileira como feito nos últimos anos seria o mesmo que tentar apagar incêndio com gasolina.   Para ficar por dentro do que rola no Por Quê?, clique aqui e assine a nossa Newsletter.
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