Câmbio fixo

O câmbio fixo é uma arma potente para acabar com processos inflacionários crônicos. Isso porque quando fixamos o valor da moeda ao do dólar, por exemplo, o governo fica impedido de imprimir muita moeda – e uma taxa elevada de impressão de moeda tenderia a gerar inflação.

Se o governo imprime muita moeda, as pessoas vão usar parte dessa moeda que lhes cai nas mãos para comprar dólar como proteção à inflação. E, no regime de câmbio fixo, o governo é obrigado a satisfazer essa demanda por dólar à paridade estipulada. À medida que mais gente vai trocando real por dólar, o dólar das reservas do governo acabam (e claro, com exceção dos EUA, nenhum governo pode imprimir dólar!). Portanto, para manter um regime de câmbio fixo, o governo precisa parar de imprimir moeda a alta velocidade. Aí a inflação morre.

O problema desse regime é que ele é muito frágil. Qualquer coisa que gere uma corrida para comprar dólar detona o sistema, pois o governo precisa vender os dólares demandados para manter a paridade. Mas suas reservas cambiais não são infinitas! E se você desconfia que amanhã o regime não estará mais de pé, o que você faz hoje? Compra dólar enquanto pode, ora. Assim, essa antecipação, em si, destrói obviamente o regime já hoje.

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