Câmbio flutuante

Esses distúrbios não ocorrem num sistema de câmbio flutuante, pelo simples fato de o governo não garantir paridade nenhuma. Nesse regime, se aumenta a demanda por dólar por algum motivo (medo de confisco, medo de inflação, risco político, oportunidades de investimento mais interessantes fora do país, etc.), o que acontece é uma depreciação do câmbio nominal. Pura lei da oferta e da demanda: se há mais procura por dólar, seu valor sobe, ou seja, a moeda doméstica se enfraquece. A taxa de câmbio que você vê no jornal vai, por exemplo, de R$ 3,50 para R$ 4.

O sistema de câmbio flutuante é similar a um amortecedor de choques, e essa é sua característica principal. Um exemplo deixa o mecanismo bastante claro. A China que crescia vertiginosamente comprava do Brasil minério de ferro e outras commodities a taxas também vertiginosas. Mas quando o crescimento lá na terra do Dragão começou a fraquejar, a demanda por nossas commodities caiu. Portanto, menos dólares entraram no país via exportações. Porém, e aí está a beleza da coisa, essa menor entrada de dólares faz com que nossa moeda perca valor (com menor oferta de dólar, o valor do dólar sobe). Assim, os dólares do exportador passam a valer mais em real, compensando em parte as perdas advindas do menor volume de vendas. Em outras palavras, quando o câmbio flutua, a economia aguenta melhor o impacto de choques externos.

Estes Cartões PQ? foram elaborados por Mauro Rodrigues e Carlos Eduardo Gonçalves

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