Como os gastos do governo entram no PIB?

Como já dissemos, os gastos públicos com saúde, educação, segurança, etc., são contabilizados no PIB. Eles têm como contrapartida a geração de um bem ou serviço. Por exemplo, o salário de um professor da rede pública faz parte do PIB por estar resultando num serviço: ensinar aos alunos.

Por outro lado, transferências – como aposentadorias e Bolsa Família – não fazem parte do PIB.

Por quê?

Por não estarem associadas à geração de um bem ou serviço. O dinheiro está apenas trocando de mãos. No caso das pensões, o governo tira das pessoas em idade ativa e transfere para os aposentados. No Bolsa Família, a transferência é da sociedade (feita com a cobrança de impostos) em geral para os beneficiários do programa.

Mas preste atenção: os salários dos funcionários trabalhando no INSS fazem, sim, parte do PIB.

E por quê?

Porque eles prestam um serviço.

E a grana que sai dos trabalhadores e vai para os aposentados, entra no PIB?

Se você disse “não”, acertou. Assim como no caso do programa Bolsa Família, trata-se de um dinheiro que sai de um bolso para o outro.

Outro exemplo de transferência: pagamento dos juros da dívida pública. Neste caso, o dinheiro vai da sociedade como um todo (de novo via taxação) para os detentores dos títulos públicos (ou seja, aqueles que emprestaram dinheiro para o governo no passado).

De novo, não há nenhum bem ou serviço sendo gerado como contrapartida desses recursos, os quais, portanto, não entram na conta do PIB.

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