Custos da política industrial

A motivação para a política industrial pressupõe que os setores a serem incentivados não conseguiriam se desenvolver com as próprias pernas. Daí a necessidade de o governo entrar com essas políticas de incentivos. Em outras palavras, sem a ajuda do governo, o setor privado não teria interesse em investir nessas atividades. Isso significa que o retorno privado de tais setores é baixo, em comparação a outras atividades.

Ao subsidiar ou proteger determinado setor, o governo está artificialmente aumentando seu retorno, dando incentivo para que empresários invistam nele. Mas, à medida que essas atividades se expandem, é necessário atrair fatores de produção, que estão empregados em outros setores da economia.

Pense, por exemplo, que o governo resolve estimular a indústria de computadores e que ela passe a crescer. As empresas desse setor precisarão contratar mão de obra alocada em outras indústrias, que serão prejudicadas. E essas indústrias apresentam um retorno privado alto em comparação ao setor de computadores (se isso não fosse verdade, esse último não precisaria do estímulo).

Ou seja, o estímulo do governo faz com que se desloque fatores de produção escassos de setores mais produtivos da economia para setores menos produtivos. Ou seja, temos um uso ineficiente de recursos, o que se constitui o principal custo da política industrial.

Claro, se o setor protegido tiver potencial de ganhar produtividade ao longo do tempo ou trazer ganhos para a sociedade que extrapolem seu retorno privado, daí temos uma possível justificativa para política industrial. É que veremos no próximo cartão.

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