Desafios da política industrial

O principal desafio da política industrial é identificar quais setores têm potencial de gerarem retorno social elevado, o que poderia justificar a aplicação de medidas. Investir em setores sem esse perfil pode gerar efeito contrário ao desejado: custos maiores que benefícios e redução de eficiência da economia.

É muito difícil, de antemão, determinar quais os setores com essa característica. Por que faz mais sentido, por exemplo, subsidiar (com recursos públicos escassos) a produção de tablets e não de queijo, janelas, penteadeiras, telefones, esponjas de lavar louça ou chapas de alumínio?

Os próprios setores podem influenciar a distribuição de benefícios da política industrial, por exemplo, por meio de lobby. Basicamente, todos os setores gostariam de ser agraciados com a ajuda do governo. Isso aumenta sua lucratividade. Todos esses, sendo assim, estarão dispostos a gastar recursos para convencer políticos e gestores a lhes conceder esses benefícios.

Provavelmente, serão alvo da política industrial aqueles setores com melhores conexões políticas, não necessariamente os setores com elevado retorno social. Nesse ambiente, os empresários terão mais incentivo a investir em estabelecer ligações com políticos, em vez de investir em inovação e adotarem técnicas mais modernas, que levariam a ganhos de eficiência. Tudo isso também contribui para reduzir a eficiência.

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