Hiperinflação, o que é isso mesmo?

Bem, não há exatamente um consenso entre economistas quanto ao nível exato de inflação exato que caracteriza uma hiperinflação. Mas você reconhece fácil, fácil quando vê uma. Nosso passado recente – basta olhar para ele. Mais especificamente para antes de 1994.

Hoje consideramos alta uma inflação na casa dos 9%. Mas, entre o fim dos anos 80 e o início dos anos 90, o Brasil lutou contra uma hiperinflação com um pico de mais de 2.000% em 1993. Significa que os preços aumentaram, em média, mais de 20 vezes ao longo de somente um ano!



E não estávamos sós nesse barco, não, viu? Diversos outros países latino-americanos sofreram com o problema de inflação descontrolada nesse período.

Por exemplo, a inflação boliviana chegou a 20.000% em 1985. E há episódios muito piores. Ao longo de 1924, alguns anos após a 1ª Guerra Mundial, a Alemanha teve seus preços ao consumidor aumentados, em média, mais de 850.000 vezes.

Mais uma vez, um problema fiscal está na raiz desses episódios. Nesses casos, um total descontrole das contas públicas fez com que os países recorressem à expansão do estoque de moeda a taxas impressionantes.

Os latino-americanos estavam muito endividados no início dos anos 1980, quando os Estados Unidos subiram fortemente a taxa de juros para combater um problema de inflação interna. Isso aumentou consideravelmente o custo dessa dívida, pressionando as contas públicas desses países. Esse processo culminou em processos hiperinflacionários.

Já os países derrotados na 1ª Guerra Mundial estavam totalmente desorganizados, com dificuldades em arrecadar impostos. E ainda tinham de pagar reparações de guerra para os países vencedores. Isso colocou uma pressão enorme sobre as finanças públicas. A saída foi imprimir dinheiro a torto e a direito.

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