Funções básicas da moeda

Define-se moeda como um bem que combina três funções básicas: meio de troca, reserva de valor e unidade de conta.

Um objeto funciona como um meio de troca quando é aceito como  pagamento por outros bens e serviços. Uma padaria, por exemplo, aceita R$5 em troca de um pacote de pães, mas dificilmente aceitaria o pagamento em barras de chocolate valendo R$5.

A existência de um meio de troca é vantajosa por facilitar as transações da economia. Numa economia de escambo, na qual não há meio de troca, os indivíduos trocam mercadorias por mercadorias diretamente. Nessa situação, as trocas só são realizadas quando há coincidência de desejos entre ambas as partes, ou seja, quando João quer o produto de José em troca do seu e, ao mesmo tempo, José deseja trocar seu produto pelo de João.

Se João é um dentista que deseja pães, e José é um padeiro que deseja serviços de odontologia, eles podem trocar diretamente pães por serviços de odontologia. Se, porém, José não deseja serviços de odontologia, mas sim maçãs, então João teria de procurar alguém que possua maçãs e queira trocar por serviços de odontologia para, então, trocar as maçãs obtidas pelos desejados pães. Nesse exemplo simples, você já deve ter percebido como uma simples troca torna-se bastante complicada em uma economia de escambo.

O meio de troca simplifica esse processo eliminando a necessidade de dupla coincidência de desejos. João simplesmente usa o dinheiro que recebeu da venda de serviços de odontologia e compra pães de José, que sem maior dificuldade pode usar essa quantia para comprar suas maçãs.

A função de reserva de valor refere-se à capacidade que certos bens possuem de preservar poder de compra com o passar do tempo. Desse modo, quando alguém vende bens em troca de moeda, pode, em algum momento futuro, usar a mesma moeda para comprar outros bens. Evidentemente, muitos ativos que não a moeda – como ações, títulos, imóveis, etc. – também servem como reserva de valor. E a moeda não é especificamente vantajosa como reserva de valor, pois ela não paga juros (quem segura moeda em geral perde, pois a taxa de inflação tende a ser positiva). Mas ela tem a vantagem de ser aceita universalmente para realizar transações.

Por fim, chama-se de unidade de conta o bem utilizado como base para medir o preço dos demais bens. Se, por exemplo, uma rapadura, um hambúrguer e uma calça custam, respectivamente, R$10, R$20 e R$100, poderíamos muito bem expressar os preços do hambúrguer e da calça em termos de rapadura (1 hambúrguer = 2 rapaduras e 1 calça = 10 rapaduras). Não fazemos isso, porém, porque o Real é a nossa unidade de conta, e não a rapadura.

No sentido mais usual, o termo “moeda” abrange o papel-moeda em poder do público e os depósitos à vista. O papel-moeda em poder do público designa as cédulas e moedas metálicas de Real que estão em circulação, e não estão sob posse do sistema bancário. Já os depósitos à vista referem-se a todo o dinheiro depositado nos bancos que pode ser retirado a qualquer momento (por exemplo, em conta-corrente).

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