Taxa de câmbio real

Quando fazemos comparações internacionais de preços, queremos avaliar quanto custa um produto aqui no Brasil em comparação a esse mesmo produto lá fora. E isso a taxa de câmbio nominal não nos informa. Por quê? Porque precisamos também de informações dos preços desse bem em diferentes países. Vejamos com um exemplo.

Uma camisa de marca idêntica é vendida tanto no Brasil como nos EUA. No Brasil ela custa R$ 70, enquanto nos EUA ela custa US$ 20. Sendo o câmbio nominal R$ 3,50, qual a taxa de câmbio real da tal camisa? Ora, se ao invés de comprar a camisa no Brasil, você transformar os R$ 70 em dólares, terá o seguinte resultado: 70/3,50 = 20. Com esses US$ 20, portanto, você compra exatamente uma camisa nos EUA. Nesse caso, então, o câmbio real da camisa é igual a 1.

Veja que curioso: quando você viu a cotação do dólar em 3,50 para 1, você provavelmente pensou que o poder de compra da nossa moeda era baixo, certo? Mas quando levamos em conta os preços da camisa nos dois países, vimos que não. No exemplo dado, R$ 1 e US$ 1 são equivalentes em termos de quanto eles valem na compra de camisas!

Na economia não temos apenas camisas, mas sim uma miríade de bens e serviços distintos. Macroeconomistas agregam os preços desses diferentes produtos usando índices de preços (também utilizados no cálculo das taxas de inflação). Basicamente eles nos informam o custo de vida, ou seja, o preço de uma cesta de consumo típica de um país.

A taxa de câmbio real entre Brasil e Estados Unidos é dada pela seguinte fórmula:

CAMBIO 3

No enunciado acima, o numerador é o preço de uma cesta de consumo dos EUA em real (ou seja, o preço dessa cesta em dólar, vezes a taxa de câmbio nominal). E o denominador é o preço da cesta de consumo do Brasil, em real. Ou seja, estamos comparando preços de cestas de bens, convertidos para uma mesma moeda (nesse caso, o real).

O que o câmbio real nos informa? Ele nos diz quantas cestas de consumo no Brasil precisamos abrir mão, se quisermos comprar uma cesta de consumo americana. Em outras palavras, ele fornece uma ideia do poder de compra da nossa moeda em termos de bens e serviços produzidos lá fora relativamente a bens e serviços gerados aqui no Brasil.

Se a taxa de câmbio real aumenta, então são necessárias mais cestas de consumo brasileiras para comprar uma americana. Nesse caso, dizemos que nossa moeda sofreu uma depreciação real, ou seja, ela perdeu poder de compra em termos de produtos produzidos no exterior (vis-à-vis produtos produzidos internamente). Se a taxa de câmbio real diminui, ocorre o contrário: é o que chamamos de apreciação real.

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