Tipos de moeda

Podemos distinguir entre dois tipos de moeda: moeda-mercadoria e moeda fiduciária.

Moedas-mercadoria são aquelas que possuiriam algum valor mesmo que não fossem utilizadas como moeda. Diferentes mercadorias valiosas – metais preciosos, sal, gado, etc. – já foram usados como moeda ao longo da história.

Entre meados dos séculos 18 e 20, vigorou o chamado Padrão Ouro: durante esse período, as moedas ou eram feitas literalmente de ouro, ou eram papéis que poderiam ser convertidos em ouro. Nos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial, cigarros eram a moeda corrente. Soldados, fossem eles fumantes ou não, mantinham cigarros com a finalidade de trocá-los por alimentos, roupas e materiais de higiene.

Moedas fiduciárias são aquelas que não possuem valor fora do seu uso enquanto moedas. Esse é o caso das moedas contemporâneas (real, dólar, euro, etc.), que não possuem qualquer lastro sob a forma de mercadorias. Elas são chamadas de fiduciárias porque seu funcionamento baseia-se em grande medida na confiança (fidúcia) das pessoas. Eu aceito um papelzinho pintado como  pagamento apenas porque confio que outras pessoas aceitarão esse meu papelzinho no futuro em troca de coisas de que precisarei. Caso haja uma quebra generalizada de confiança, o papelzinho deixa de ser moeda e volta a ser um simples papel sem valor algum.

Um caso interessante que ilustra essa dimensão da confiança é o da ilha de Yap, território independente das ilhas da Micronésia, no Oceano Pacífico. Os antigos habitantes de Yap usavam pedras de calcário como moeda. Certo dia, uma pedra enorme (e muito valiosa) caiu no mar enquanto estava sendo transportada em uma canoa e nunca mais foi encontrada. Mesmo perdida no fundo do mar, o direito de propriedade sobre a pedra continuou sendo usado como moeda, circulando na economia em troca de outros bens. Isso só foi possível porque todos confiavam que a pedra perdida valia e seria aceita pelos demais.

Moedas-mercadoria e moedas fiduciárias também se diferenciam por quem as pode produzir. No caso da moeda-mercadoria, a moeda poderia em tese ser criada por qualquer pessoa capaz de produzir o bem em questão – mineradores, no caso de metais preciosos, e fabricantes de cigarro, durante a Segunda Guerra. Em contraste, no caso da moeda fiduciária, a moeda é um monopólio estatal cuja quantidade é regulada pela atuação do Banco Central. Assim, a impressão de notas de reais sem autorização do Estado é punida como ato de falsificação.

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