ESG

Essas três letras têm aparecido com muita frequência quando o assunto é investimento. Uma rápida procura pelos termos “ESG investing” no Google Trends deixa isso bem claro. Praticamente não havia buscas com esses termos até 2016, e muito poucas até 2018. Nos últimos dois anos a procura explodiu, atingindo o pico em 2020. Mas afinal, o que eles significam?




ESG é a sigla para Environmental, Social and Corporate Governance, que pode ser traduzida como governança ambiental, social e corporativa. ESG investing refere-se, então, a uma preferência recente entre investidores por empresas com boas práticas nessas três dimensões. No quesito ambiental, a empresa é avaliada pelo impacto que suas atividades causam no meio ambiente, bem como pelas decisões que toma para garantir a sustentabilidade ambiental. Na parte social, a empresa é avaliada pela maneira como trata seus colaboradores, fornecedores e clientes. Por fim, a parte de governança corporativa diz respeito a como a empresa trata seus acionistas, à transparência das auditorias e na forma como remunera seus executivos.


Na B3 já são negociados ETFs (Exchange Traded Funds) que investem exclusivamente em empresas com essas características. Esse é o caso dos ETFs que acompanham a composição do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), o Índice de Carbono Eficiente (ICO2) e o índice de governança corporativa (IGCT).


Nos Estados Unidos, a lista de ETFs que investem em empresas ESG é grande. O ETF iShares’ ESG MSCI USA (ESGU), da Black Rock, é o maior deles. Lançado em 2016, o fundo administra 8,4 bilhões de dólares atualmente, contra menos de 2 bilhões no começo do ano passado. Outro ETF importante é o Vanguard ESG U.S. Stock ETF (ESGV); lançado em setembro de 2018, o fundo já administra 2 bilhões de dólares.


Se por um lado o incremento do fluxo de recursos para empresas ESG reflete claramente o crescente interesse por essas práticas, o que ainda não está claro é se essas empresas trarão um retorno maior para seus investidores. Provavelmente não – quando a demanda por um ativo aumenta sem nenhuma mudança dos fundamentos, o preço do ativo sobe e seu retorno esperado cai. Estamos falando do retorno financeiro, é claro. Mas nem sempre devemos avaliar tudo apenas sob essa ótica. 


COLUNA PUBLICADA NA FOLHA DE SÃO PAULO

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